[Resenha] Outlander: Libélula no Âmbar

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Com tudo o que conhece sobre o futuro, será que ela conseguirá salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?

Libélula no âmbar é o segundo livro da coleção Outlander da autora Diana Gabaldon. Muita coisa acontece na história, assim, muita coisa mesmo! Ela já começa com a Claire na década de 60 com uma filha de 20 anos, chamada Brianna Randall. Ok, nesse momento eu tive que pegar o primeiro livro e ler novamente o final, pois eu achei que tinha enlouquecido ou que estivesse faltando paginas. Só que não era uma coisa e nem outra, decidi que era melhor seguir o fluxo que em algum momento as coisas começariam a fazer sentindo e fez.

A primeira pergunta que não queria calar era: por que motivo Claire teria abandonado Jamie Fraser, seu marido e amor de sua vida e ter voltado para o século XX? Porque sinceramente o amor dos dois era tão envolvente, tão forte que mesmo sob todas as circunstâncias, problemas e sofrimentos eles tinham um ao outro e isso bastava. Então não fazia sentido ela ir embora.

A história foi dividida em dois tempos: o primeiro no século XX, mas precisamente em 1968 e o segundo no século XVIII, inicialmente na França e depois na Escócia. Como já havia comentado na resenha do primeiro livro, acho genial a forma como a autora descreve muito bem as indumentárias, os costumes e culturas e as paisagens locais dos períodos, nota-se um grande trabalho de pesquisa, até mesmo sobre os fatos históricos.

Na década de 60, vimos que se passaram 200 anos desde a Batalha de Culloden Moor e 20 anos desde a viagem de volta da Claire pelo circulo de pedras – Craigh na Dun. Ficamos sem saber o que realmente aconteceu, pois somos jogados diretamente no futuro. Vemos que nossa protagonista deu a luz a Brianna – filha do Jamie – e que após anos vivendo nos EUA, resolveu levar sua filha para uma viagem de férias para a Escócia tanto para que pudesse descobrir o que aconteceu com o Jamie, mas também para contar a sua filha sua verdadeira história e quem foi seu verdadeiro pai – sem duvida nenhuma pai é quem cria, então Frank sempre será o pai dela, mas…. Enfim, a partir disso, elas procuraram ajuda junto ao historiador Roger Wakefield, velho conhecido da família, pois era filho de criação do padre da cidade e no decorrer dos eventos, Claire passou a contar e se lembrar do passado, o que acabou nos norteando para o que a levou a fugir dos highlands.

Voltando ao passado. Após o resgate do Jamie de todas as suas prisões, não só a física como psicológica, Claire e ele resolveram ir para a França para tentar de alguma forma evitar a revolução jacobita – restauração da dinastia Stuart, pois ela sabia que a batalha traria consequências terríveis para toda a Escócia, inclusive para o povo das highlands – o desastre realmente se daria na batalha de Culloden Moor em 1745. Para tentar impedir eles buscaram a ajuda de um primo do Jamie, chamando Jared que lhes ofereceu uma posição razoável na corte francesa, incluindo fazer parte da comitiva do príncipe, em troca de ajuda com os seus negócios de bebida. A história da uma guinada impressionante, muitas intrigas e planos. Fora que somos apresentados a novos personagens.

Apesar de a coleção ter livros bem longos a trama é muito intensa e a narrativa é muito envolvente, em momento algum ficamos entediados e sim curiosos para descobrir os desfechos e o que irá acontecer com os personagens. Além disso, o desdobrar dessa ligação do futuro com o passado levanta certos questionamentos, inclusive sobre o conhecimento dela a respeito da historia, da ciência e da medicina e como isso pode ser usado para mudar os acontecimentos no passado e evitar possíveis tragédias. Mas será que ela tem esse poder de mudar? Ou na realidade, saber ou não saber não irá afetar o rumo das coisas? Eu estou cada vez mais apaixonada por essa coleção e por esse amor atemporal tão lindo entre Claire e Jamie Fraser. Super recomendo a leitura.

“Sassenach”

Outlander:

Outlander: A Viajante no Tempo;
– Libélula no Âmbar;
– Resgate no Mar Parte 1 e Parte 2;
– Os Tambores de Outono Parte 1 e Parte 2;
– A Cruz de Fogo Parte 1 e Parte 2;
– Um Sopro de Neve e Cinza Parte 1 e Parte 2;
– Ecos do Futuro Parte 1 e Parte 2;

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3 pensamentos sobre “[Resenha] Outlander: Libélula no Âmbar

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