[Resenha] Outlander: A Viajante do Tempo

Claire, a protagonista de A viajante do tempo é uma mulher de personalidade forte, lutando para se manter num mundo de homens violentos, que busca seu verdadeiro amor enquanto participa de importantes acontecimentos da história. Claire Beauchamp Randall foi separada de seu marido Frank pouco depois da lua-de-mel, quando ele foi convocado para lutar na Segunda Guerra Mundial. Ao final do conflito, Claire e Frank se reencontram e retomam a vida que tinham em comum numa viagem a Escócia. Mas o reencontro não ocorre da forma esperada. Parece haver entre a esposa e o marido um distanciamento muito maior do que aquele causado pelos anos de guerra. Ao visitar uma antiga e mística formação de rochas, Claire finalmente vai conhecer seu destino.

Esse é o primeiro livro da coleção Outlander da autora Diana Gabaldon. Sinceramente, porque não li essa coleção antes? ADOREI!!! Devo dizer que comecei a ler após ver o primeiro episodio da serie, essa por sinal que se mostrou fiel ao livro e com um elenco impecável!!

O livro começa em 1946, no pós-segunda guerra mundial, contando a história de Claire, uma inglesa de 27 anos que serviu na guerra como enfermeira e de seu esposo Frank Randall, professor universitário que também lutou na guerra. Como tinham se visto muito pouco durante o conflito, assim que a guerra acabou resolveram fazer uma segunda lua de mel para que pudessem se reconectar e decidiram fazer uma viagem para a Escócia.

Uma das grandes paixões de Frank é a genealogia, com isso ele aproveitou a viagem para conhecer mais sobre seus antepassados. Um deles era o Black Jack Randall –Capitão do 8º Regimento de Dragões de Sua Majestade. E em meio a essa busca por informações Claire e Frank descobriram um circulo de pedras – Craigh na Dun – e testemunham uma cerimônia druida, da qual ficaram extremamente encantados.

Claire por sua vez é muito interessada em botânica, na realidade seu maior foco são em elementos da natureza que possam servir ou auxiliar na cura de alguma enfermidade e como na sua primeira visita ao circulo de pedras não pode analisar com precisão as plantas do local ela resolveu voltar lá e acabou tocando em uma das pedras e viajando no tempo indo parar em 1743 na Escócia Pré-revolução jacobita – restauração da dinastia Stuart. Após ser salva de um possível estupro, passou a ser “hospede” do clã dos MacKenzie, digo “hospede”, pois devido a sua situação de ser uma estrangeira e eles não conhecerem absolutamente nada sobre ela, obviamente todos tinham um pé atrás e a tratavam como uma possível espiã inglesa.

Daí para frente a história fica cada vez melhor e repleta de detalhes e situações. Uma das coisas mais geniais para mim é que são duas épocas diferentes dentro da mesma história, e nenhuma se passa atualmente, então as indumentárias, as descrições das paisagens locais, costumes e culturas são bem pontuados em ambos os períodos e vemos nitidamente o choque cultural vivido pela Claire. E para dar mais profundidade são usados alguns termos em gaélico.

A saga de nossa protagonista é muito intensa, pois além de ser tudo novidade ela vive em uma constante busca por sobrevivência e tentando voltar para sua época. Mas o fato é que, em meio a tudo isso, ela passou a conhecer melhor as pessoas ao seu redor e as circunstâncias passaram a determinar e exigir posicionamentos extremos.

Alguns desses fatos foram bem óbvios, pois de cara já imaginávamos o que iria acontecer entre os personagens Claire e Jamie Fraser – sobrinho do chefe do clã dos MacKenzie, fugitivo, lindo, um querido, ruivo, forte, alto, cabeça dura… tá bom parei… hahahaha – porem a forma como a coisa toda se deu foi muito interessante, pois o desenrolar do relacionamento e a intensidade de emoções de ambos.  Nossa!!

O Jamie é algo a parte, ele é muito rígido com suas convicções, é um homem de palavra, forte e luta com unhas e dentes pelo o que acredita. É muito amor num personagem só!! Heheheheh.. Fora que li os livros já visualizando ele como o Sam Heughan!!!

É interessante que os personagens estão sempre em uma linha tênue entre o bem e o mau, pois eles são muito humanos e com personalidades fortes e em muitos momentos se veem em situações das quais os fins podem vir a justificam os meios e que certas atitudes mesmo erradas podem suprir as necessidades naquele momento. As vezes ficamos com raiva de alguns personagens, mas a narrativa trata de nos mostrar os por quês e as reviravoltas são super válidas. OK, mas nem tudo se justifica né, Capitão Black Jack Randall?

A narrativa é muito envolvente, os mistérios referente a viagem no tempo e a própria aventura em si faz com que o livro aguce nossa curiosidade e eu realmente recomendo a leitura.

“Sassenach.”

 

Outlander:

– Outlander: A Viajante no Tempo;
– Libélula no Âmbar;
– Resgate no Mar Parte 1 e Parte 2;
– Os Tambores de Outono Parte 1 e Parte 2;
– A Cruz de Fogo Parte 1 e Parte 2;
– Um Sopro de Neve e Cinza Parte 1 e Parte 2;
– Ecos do Futuro Parte 1 e Parte 2;

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6 pensamentos sobre “[Resenha] Outlander: A Viajante do Tempo

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