[Resenha] Ladrão de Almas – Trilogia Taker

No turno da noite de um hospital no estado do Maine, o Dr. Luke Findley espera ter outra noite tranquila com lesões causadas pelo frio extremo e ocasionais brigas domésticas. Mas, no momento em que Lanore McIlvrae — Lanny — entra no pronto-socorro, muda a vida dele para sempre. Uma mulher com passado e segredos misteriosos. Lanny não é como as outras pessoas que Luke conheceu. E Luke fica, inexplicavelmente, atraído por ela… Mesmo sendo suspeita de assassinato; e conforme Lanny conta sua história, uma história de amor e uma traição consumada que ultrapassam tempo e mortalidade, Luke se vê totalmente seduzido. Seu relato apaixonado começa na virada do século 19 na mesma cidadezinha de St. Andrew, quando ainda era um templo puritano. Consumida, quando criança, pelo amor que sentia pelo filho do fundador da cidade, Jonathan, Lanny fará qualquer coisa para ficar com ele para sempre. Mas o preço que ela tem de pagar é alto — um laço imortal que a prende a um terrível destino por toda a eternidade. E agora, dois séculos depois, a chave para sua cura e salvação depende totalmente de seu passado. De um lado um romance histórico, de outro uma narrativa sobrenatural, Ladrão de Almas é uma história inesquecível sobre o poder do amor incondicional, não apenas para elevá-lo e sustentá-lo, mas também para cegar e destruir. E revela como cada um de nós é responsável por encontrar o próprio caminho para a redenção.

Ladrão de Almas é o primeiro livro da trilogia Taker da autora Alma Katsu, agora, por favor, alguém me explica quem traduziu os nomes desses livros? Tudo bem que faz um pouco de sentido, mas veja bem, em inglês os livros chamam-se taker e o segundo reckoning. Nada a ver com a tradução. Comprei o livro naquela de: “vamos ver qual é” e realmente me surpreendi.

A historia se inicia com o Dr. Luke Findley, um médico divorciado que perdeu os pais e vive na pacata cidade de St. Andrew no Maine. O personagem é um homem maduro, mas que devido a todas as suas perdas recentes acabou se estagnando em sua rotina sem ter coragem de dar o próximo passo e seguir em frente. Mas quem poderia imaginar que um plantão poderia mudar sua vida da água para o vinho.

Em uma noite de inverno, da qual ele pensou que teria apenas casos correlacionados ao frio excessivo um policial da cidade chegou trazendo uma garota, em choque, que ele afirmava ter assassinado um homem. Ao se deparar com a jovem, Luke não acredita que ela poderia ter realmente matado alguém, mas ao ficar sós para examiná-la, a garota acaba confirmando o que fez e pede ajuda para fugir. OK, né? Mas algo nela chamou a atenção do Luke e para convencê-lo ela começou a contar sobre sua vida e acabou mostrando não ser uma pessoa comum. Movido mas pela curiosidade e pelo impulso, Luke, abandonou tudo e seguiu com ela se aprofundando cada vez mais em seus relatos.

A garota em questão é a Lanore, mas conhecida com Lanny, filha de camponeses religiosos e sua história começa no inicio do século XIX na cidadezinha de St. Andrew.

Lanny estava apaixonada por Jonathan St. Andrew, primogênito do casal fundador da cidade. Um jovem sedutor de uma beleza inigualável que todas as garotas da cidade caiam de amores, para ter uma ideia, ele chamava atenção até dos homens.  Por muito tempo o relacionamento dos dois era apenas uma grande amizade. Jonathan era o típico bon vivant, mulherengo e só liga para si mesmo. Mas apesar disso tudo, Lanny nutria um amor tão forte por ele que nada que fizesse ou falasse faria com ela que desistisse desse amor. E finalmente, em um dia os dois começaram a viver um amor escondido, até que ela acabou engravidando e seus pais a mandaram para a Boston, para esconder da cidade a vergonha de ter uma filha grávida e abandonada pelo rapaz.

Ao chegar em Boston, a historia dá uma guinada e ganha uma clima mais sombrio com cenas mais pesadas, particularmente, em diversos momentos achei um pouco demais e certos detalhes foram bem desnecessário. Mas a trama em si é intensa e bem intrigante.

Conhecemos enfim, o nosso anti-herói, Adair. Não que o Jonathan seja o herói da historia, longe disso. Adair é um personagem super bem construído a meu ver. É um homem nobre, bonito, rico, com gostos bem peculiares, com um interior sombrio e de poderes únicos.

Lanny que estava perdida na cidade grande acabou indo parar na casa de Adair junto com sua corte de súditos e muita coisa acontece já que a personagem foi atraída por uma vida de luxo e prazer, mas não é só isso – não vou me estender muito se não vou começar a dar spoiler. Na realidade é bem complexo, pois é muito controverso o que você sente pelos personagens. É um amo e odeio muito louco porque é tudo muito visceral, carnal e dramático sem contar com essa carga de violência e perversidade. Cada personagem tem uma personalidade diferente, mostrando seu passado problemático cheio de pecados. Ninguém é perfeito na história e todos tem um lado sombrio muito atenuado.

O livro é dividido em 4 partes e a narração dividida em 3 tempos diferentes: Atual, começo do século XIX e século XIV. Cada qual com a visão de um personagem, sendo um deles específico sobre a historia de Adair. De um modo geral as memórias dos personagens são as passagens mais interessantes do livro, a parte atual com o Luke deixa um pouco a desejar, sendo ate meio monótono e sem graça.

Uma grande sacada da autora é o mistério que envolve a imortalidade, porque em muitos momentos você pensa será que são vampiros? O que será que eles são? E essa duvida é muito bacana que instiga a sua curiosidade.

A historia em si não é apenas um romance, você vê que os atos dela são movidos pelo amor, mas o pano de fundo é o desgaste da vida em si.  As coisas que você vai perdendo pelo caminho, amigos que você tinha, pessoas que morreram e para ela o fardo é muito mais pesado já que ela vive eternamente. Então vemos a solidão, a tristeza e a saudade muito presente na narrativa.

A autora deixou alguns ganchos para o livro seguinte e agora o que nos resta saber é como a trama se desenrolará.

Coleção Taker:

– Ladrão de Almas;

-Refém da Obsessão;

-Titulo em português ainda não divulgado.

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