[Resenha] Austenlândia

Jane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros.

Nunca fui muito fã de Romances, porque simplesmente eles nunca acontecem de forma fofa na vida real o que nos deixa um pouco frustradas, mas ao receber esse livro da nossa parceira, Editora Record, eu decidi dar uma chance para esse tipo de romance e adorei conhecer Jane Hayes.

Jane não é uma adolescente fissurada em livros de romance, ela tem 33 anos, trabalha bastante, ganha pouco (me identifiquei com ela) e é solteirona (é, infelizmente me identifiquei com ela nessa parte também), pois vive se escondendo em um mundo inexistente sonhando com o dia que encontrará a personificação do Sr. Darcy, personagem de Orgulho e Preconceito, o filme que ela vive assistindo.

Porém o homem perfeito como Sr. Darcy não existe, por isso ela não consegue ser feliz com nenhum cara de verdade, ela simplesmente idealizou um príncipe encantado, o problema de muitas mulheres por ai.

Sua vida muda quando sua tia avó morre e lhe deixa como herança uma passagem e estadia para ela ir à Londres, em um lugar chamado Austenlândia, onde ela ficaria por três semanas, mas ir para Austenlândia não é como ir para um lugar qualquer e Jane logo descobre isso.

Em Austenlândia, Jane vai para o ano de 1800, parece lindo não é mesmo meninas apaixonadas? Mas não se esqueça que em 1800 não existem celulares, computadores e essas tecnologias todas, ou seja, Jane tem que se abdicar disso tudo (confesso que por mais que eu tenha amado Austenlândia não sei se deixaria toda tecnologia de lado), até mesmo do seu nome, pois lá ela recebe um novo nome.

Essa viagem com certeza mudará a cabeça de Jane, que terá que amadurecer e encarar a diferença entre ficção e realidade, onde ao sair de lá, Jane passa a encarar o mundo de outra forma.

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