[Resenha] Azar o seu!

Bia está parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, pensando em sua vida azarada. Sem emprego, atolada em dívidas, ela não imagina que está prestes a viver a grande coincidência da sua vida. O motorista do carro ao lado está buzinando, tentando se comunicar com ela, como se fosse um velho conhecido… E ele é! Mas Bia não o reconhece. E como poderia? Ele é um homem, não mais o garoto de dez anos atrás. Está mais encorpado, cortou o cabelo, livrou-se do aparelho nos dentes e das espinhas do rosto, está tão diferente, tão lindo… O motorista sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles têm que se jogar lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido deitado ao seu lado possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração de amor! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia… Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade. Bia, fascinada por ele e feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga… Azar o seu! vai além de uma comédia romântica. É uma reflexão sobre a importância da amizade verdadeira, do perdão e do autoconhecimento, que nos resgata o poder de decidir sem medo e de reverter escolhas que nos impedem de ser feliz.

Anteriormente quando resenhei “Como(quase) namorei Robert Pattinson” já tinha deixado claro minha paixão pela autora Carol Sabar e também que iria resenhar este livro, assumo que curti o do Robert Pattinson mais “Azar o Seu!” se tornou meu favorito.

Acredito que pelo foco ser o público adulto, comparado ao público do anterior, essa diferença se reflete diretamente na estória. Enfim, vamos ao que interessa.

Posso dizer que o feito de Bia ter uma idade próxima a minha me fez curtir ainda mais o livro pois as referências usadas pela Carol meio que me aproximou mais da personagem.

Bia, nossa mocinha é uma total fracassada, recém-desempregada, verdadeiramente azarada (e sabe disso), endividada e acima de tudo carente, porque meus amigos dá uma rapidinha com o primo no enterro da tia é muita carência ou vamos dizer desespero.

Carência ou desespero a parte, Bia voltando para sua casa em Juiz de Fora acaba no meio de um tiroteio na Linha Vermelha, é ai que o Sr. Desperdício entra na sua vida ( ou volta se você for esperta como eu e sacar isso nos primeiros diálogos dos dois) que ela começa a se referir como “O Cara” sendo que na verdade ele é Guga o grande amor de toda uma vida de Bia. A pessoa que foi embora a 10 anos para Londres e não deu notícia nenhuma.

Ela acaba se envolvendo com o “Cara” sem saber quem ele realmente era, tem hora que tu quer socar ela, prepare-se!

Sim, o enredo principal da estória é o romance de Bia e Guga, mais também vamos ver a luta da personagem pelo amadurecimento em relação a sua autonomia, e a saber lidar com os problemas. Vemos também a questão do perdão e reconquista da amizade e claro a famosa deixa que te faz pensar “Será que agora vai?!” Ok, isso tem várias vezes no livro.

Eu sabia que essa coisa de dormir com a voz do Guga nos meus ouvidos, apesar de me acalmar mais do que qualquer tarja preta, tinha efeitos colaterais terríveis

Carol, põe no livro cenas que te faz imaginar e viajar em pensamentos a cada página virada.Assumo que por várias vezes fiquei imaginando as cenas de Bia e Guga (mentira que não fiquei só, eu ainda fico toda vez que me pego pensando no livro) e ficava impossível não se apaixonar por Guga, aos poucos ele com seu jeito meigo, brincalhão, romântico e encantador faz todas as leitoras entenderem porque depois de 10 anos Bia continuou in love por ele.

Acredito eu que a história de Bia com Raissa também deu uma mexida na estória. Assim como a de Luciana e a do pai de Boa e Joana. Cada um com sua estória diferente mais todas se conectando no fim de tudo.

Li esse livro em todos os lugares possíveis, acredito que a má sorte de Bia muitas vezes me pegava, mais ao contrário dela sei tirar de letra sem reclamar, ou seja, eu narrei o livro para um bêbado no ônibus (eu tinha que dividir isso com vocês).

Quando acabei o livro uma e pouca da madrugada aos prantos e twittando sobre o mesmo, só tinha vontade de recomeçar a leitura.

Azar o seu é um livro maravilhoso altamente recomendado e se você não ler… “Azar o seu!”

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