[Resenha] O Último Olimpiano – Percy Jackson e os Olimpianos

Os meios-sangues passaram o ano inteiro preparando-se para a batalha contra os Titãs, e sabem que as chances de vitória são pequenas. O exército de Cronos está mais poderoso que nunca, e cada novo deus ou semideus que se une à causa confere mais força ao vingativo titã.

Enquanto os Olimpianos se ocupam de conter a fúria do monstro Tifão, Cronos avança em direção à cidade de Nova York, onde o Monte Olimpo está precariamente vigiado. Agora, apenas Percy Jackson e seu exército de heróis podem deter o Senhor do Tempo.

Nesse quinto e último livro da série, o combate se acirra e o mundo que conhecemos está prestes a ser destruído. O destino da civilização está nas mãos do semideus anunciado na antiga profecia, e Percy está perto de completar dezesseis anos – a dúvida é: o herói será ou não capaz de tomar a decisão correta?

O Último Olimpiano é o capítulo derradeiro da famosa série “Percy Jackson e os Olimpianos”, escrita por Rick Riordan. Nesta última etapa, as forças de Cronos já estão a postos para o ataque. Os deuses se dividiram entre seguir Zeus na luta contra o titã “Tifão”, um dos titãs mais poderosos e recentemente desperto; e juntar forças com Cronos. Com os deuses ocupados, resta aos semideuses se reunirem e articular uma estratégia para derrotar Cronos e salvarem o Olimpo.

Essa é uma batalha onde os “pequenos” farão toda a diferença, afinal o que são os heróis semideuses comparados à força dos deuses? E os deuses menores? Muitos destes últimos uniram força com Cronos, por sentirem que não possuíam espaço dentro do Olimpo; uma das poucas que permaneceram foi a deusa do fogo, Héstia, a última olimpiana a permanecer no Olimpo. Nico foi outro personagem que ganhou um maior destaque nesse livro. Depois de descobrir quem ele realmente é, a busca por sua história o leva a confrontar seu pai, Hades, e se torna uma peça importante nessa batalha (Importante pra quem…? Essa é uma boa pergunta). Essa relação de poder irá permear todo esse último volume.

Acho muito difícil separar minhas impressões dos dois últimos livros desta saga, pois os li de uma vez só. Riordan conseguiu dar uma profundidade e complexidade às ambições por trás da guerra. Ele, a meu ver, conseguiu evoluir sua história muito bem, paulatinamente tornando-a mais madura. Digo madura, porque no início eu achei a série entretenimento quase puro, e a partir do terceiro volume isso foi mudando (ou eu fui mudando meu olhar para com o autor).

A literatura em si é toda voltada para os deuses do Olimpo e uma vez que o autor tem formação universitária em história a leitura ganha um plus a mais e quando menos se imagina você se vê dentro do monte Olimpo, lutando com grandes monstros (Minotauros, Lestrigões, Medusa, Cães infernais, Ciclopes, Titães…). E a aventura não para por aí, já que não tem um capítulo que não prenda o leitor e que o faça devorar cada página como se fosse um néctar de ambrosia, delicioso e viciante.

Também gostei muita da forma como Riordan aborda as questões familiares nos alertando para que o amor que nos une seja pelo laço sanguíneo ou de pura amizade pode nos fortalecer e transpor qualquer barreira. A família, é família, seja ela unida ou não. São laços uniformes, simples e às vezes quebráveis que nos tornam pessoas únicas, boas ou não. Aprendemos e somos os que somos graças aos nossos pais. Às vezes nos decepcionamos com algumas coisas, mas as decepções só servem para nos fortalecer, erguer a cabeça, e olhar que no fim do túnel sempre existirá a luz (esperança!).

São tantas lições que podemos tirar dos livros de Riordan que fica até difícil defini-las aqui. Acho que cada um ao traçar sua própria leitura, tomará uma linha de raciocínio e entenderá o que estou falando. 

O mais interessante também, é que por mais que exista um personagem principal, – Percy Jackson filho de Poseidon -, o autor consegue conduzir outras estórias paralelas como a de Annabeth Chase, Thalia Grace, Grover Underwood, Luke Castellan… E isso só acrescenta mais mistério, intriga e aventura a trama.

Com esse livro podemos chegar há uma conclusão. Seja com 12 ou 16 anos, esteja no acampamento meio-sangue ou defendendo Manhattan, Percy será sempre Percy. Ele pode crescer e mudar, mais sempre teremos um gostinho da narrativa irônica dele. Sempre teremos Percy dentro de nós. E acho que é isso que Rick queria ao escrever essa saga, criar mais do que livros, criar pessoas, que se emocionam e lutam, que são fortes e fracas, enfim, que são capazes de deixar qualquer mortal como eu – com saudade.

Livros da série Percy Jackson e os Olimpianos:

E sua aventura continua em sua nova coleção.

Os Herois do Olimpo:

 

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3 pensamentos sobre “[Resenha] O Último Olimpiano – Percy Jackson e os Olimpianos

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