[Resenha] A menina que roubava livros (Filme)

O filme “A menina que roubava livros” que tem como sua data de estreia aqui no Brasil no dia 31/01/2014 é baseado no best seller de Markus Zusak, que fala sobre uma menina que encontra nos livros um “porto seguro” em meio à Segunda Guerra Mundial em uma época na qual eles são proibidos e destruídos. Isso é contando em um filme de extrema sensibilidade que mesmo sendo ambientado na Alemanhã durante o regime nazista consegue mostrar que pode existir beleza nas pequenas coisas como as palavras e gestos.

Liesel Meminger é uma menina que conhece cedo a dor da tragédia e suas causas, com a morte de seu irmão sua mãe parte e a deixa com um casal de alemães Hans e Rosa Hubermann. Hans é um amor de pessoa e logo ela passa a tê-lo como seu pai e Rosa por mas que pareça mais dura tem um grande coração e Liesel se sente em casa rapidamente e passa a considerá-los como parte de sua família.

Logo ao se mudar para sua nova casa ela conhece Ruby, seu vizinho que faz de tudo para ter sua amizade e até um pouco mais que isso e a pede um beijo. Mas nem todos são tão gentis e Liesel sofre preconceito em sua nova escola por não saber ler. Seu “pai” então acaba por ensiná-la e assim ela conhece o poder das palavras e encontra nelas um refúgio.

Certo dia Max, um judeu fugindo do governo, bate a pota de sua nova família pedido um refúgio e graças ao pai dele ter salvo a vida de Hans no campo de batalha, Hans se sente na obrigação de ajudar o jovem e então o esconde no porão de sua casa.

Max também possui a paixão de Liesel pelas palavras e isso é algo que ajuda a fazer com que os dois se tornem próximos rapidamente, ganhando assim logo uma vaga no coração de Liesel como se fossem um irmão e não só no coração dela mas no de toda sua família, por mas que eles possuam medo de serem descobertos e castigados pelo crime extremamente grave de refugiar um judeu, considerado imundo pela sociedade onde vivem.

A menina que roubava livro fala principalmente em como lidar com a perda e a tragédia e o que pode fazer com que uma pessoa tenha vontade de sobreviver em meio a isso tudo. O filme me trouxe muitas lágrimas em diversos momentos dentro do cinema, fiquei muito emocionada principalmente como seu final.

Infelizmente ainda não li o livro ainda e graças ao filme ele será o próximo da minha lista de leitura, fiquei tão encanta com a maneira que a vida e coisas que fazem dela e do próprio ser humanos é tratado no filme, principalmente a vontade de sobreviver que em muitos momentos pode ser posta a prova em uma época difícil e cheia de tragédias e a humanidade que na sociedade nazista vista não é vista como algo “certo” o que nos faz pensar que nem sempre o que se tem como errado em nossa sociedade é realmente errado. Liesel Meminger aprende isso, pois por mas que em sua volta digam que judeus são imundos e devem ser mal tratados ela cria uma grande amizade por um, por mas que Hitler seja colocado como ídolo a ser seguido Liesel o odeia e tudo que ele faz, por mas que livros sejam colocados como algo ruim ela ainda é apaixona por eles busca força neles.

Obs.: Se você tem coração mole ou costuma chorar com facilidade assim como eu leve um lencinho quando for assistir.

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