[Resenha] Cinquenta Tons de Liberdade

Quando a ingênua Anastasia Steele conheceu o jovem empresário Christian Grey, teve início um sensual caso de amor que mudou a vida dos dois irrevogavelmente. Chocada, intrigada e, por fim, repelida pelas estranhas exigências sexuais de Christian, Ana exige um comprometimento mais profundo. Determinado a não perdê-la, ele concorda. Agora, Ana e Christian têm tudo: amor, paixão, intimidade, riqueza e um mundo de possibilidades a sua frente. Mas Ana sabe que o relacionamento não será fácil, e a vida a dois reserva desafios que nenhum deles seria capaz de imaginar. Ana precisa se ajustar ao mundo de opulência de Grey sem sacrificar sua identidade. E ele precisa aprender a dominar seu impulso controlador e se livrar do que o atormentava no passado. Quando parece que a força dessa união vai vencer qualquer obstáculo, a malícia, o infortúnio e o destino conspiram para transformar os piores medos de Ana em realidade

Depois de erros, acertos, incertezas, brigas-sexo-brigas-e-muito-sexo, Christian e Anastásia começam o terceiro e último volume da polêmica trilogia “Cinquenta Tons de Cinza”, casados. E muito bem casados!

Nessa última parte da história de Christian e Anastásia, a  autora mais do que nunca deixou o romance de seus protagonistas embebedar a todos enquanto tudo (apesar dos pesares) parecia normal até demais. A verdade é que tudo em Cinquenta Tons de Liberdade parece bem tranquilo inicialmente, o que é um pouco chato pra falar a verdade.

Mas sim, os mistérios de Grey são totalmente revelados, agora, mais do que nunca, Anastásia se sente mais próxima dele, e ele dela. Mas o medo, fruto de outras ocasiões passadas pelo casal, continua lá. E Christian está mais protetor/paranoico do que nunca, embora gradativamente ele vai aprendendo a assumir seus sentimentos por Ana, admitindo o que sente principalmente através de palavras e gestos carinhosos.

E quando as revelações de Christian vêem a tona, é notável uma sutil mudança no personagem, que se torna mais transparente e mais livre para viver sem se prender a fatos do passado. Isso inclusive ajudou-o a se aproximar de sua família, trazendo uma grande evolução percebida pelos pais e irmãos.

O final não chega a gerar surpresa, mas confesso que gostei. Bastante interessante o recurso que a autora usou para finalizar o livro com a visão de Cristian sobre a ocasião em que conheceu Anastásia. Foi bom ver o ponto de vista do “Sr. 50 tons”, ver como ele agia e pensava antes de conhecer a Sr. Stelle e quando admitiu pra si mesmo que aquela mulher lhe interessava a ponto de sair de uma cidade para a outra apenas para ver seu sorriso.

Arrisco a dizer que a trilogia toda ficaria muito melhor se tivesse o ponto de vista do Christian desde o primeiro livro, não somente o da Ana. Claro, essa é uma “chick lit adulta” (tirando a parte do sexo que permeia por 80% da trama, seria uma chick lit como qualquer outra) mas talvez assim teria um enredo diferente, seria mais interessante…

A série não é um primor literário mas tem suas qualidades e oferece uma leitura despretensiosa e relaxante. Independente de qualquer coisa não se pode negar o sucesso estrondoso alcançado pela autora E. L. James. Goste-se ou não, o sucesso é indiscutível !

Livros da trilogia Cinquenta Tons de Cinza:

 

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