[Resenha] A Faca Sutil – Coleção Fronteiras do Universo

Will tem 12 anos e acabou de matar um homem. Agora está fugindo, decidido a descobrir a verdade sobre o pai que jamais conheceu. Sem querer, atravessa uma janela que dá para um outro mundo – onde espectros devoradores de almas assombram as ruas de uma cidade e uma estranha menina chamada Lyra está à procura do Pó. As buscas em que Will e Lyra estão empenhados têm uma ligação misteriosa e, juntos, os dois precisam procurar um objeto poderoso e secreto. Só que pessoas de mundos diferentes matariam para possuí-lo.

A Faca Sutil é o segundo livro da trilogia Fronteiras do Universo de Philip Pullman.

De antemão, já posso dizer é uma saga surpreendente e complexa, o primeiro livro é mais introdutório. Né? Mas é verdade, a história cresce de um livro para o outro e toma um novo caminho, então ele serve mais para você conhecer determinados personagens que precisavam ser mais detalhados e explicados. É um bom livro, mas a seqüência é bem melhor.

No primeiro conhecemos o universo de Lyra Belacqua (Lyra da Língua Mágica), no qual todos os personagens têm o seu Dimon. O que seria isso? Na minha concepção é uma consciência externa. Sabe quando você fica conversando com o seu EU interior, então só que no caso deles esse EU interior tem forma de animal e vive fora da sua cabeça. No fim deste livro, Lyra junto com seu Dimon Pantalaimon atravessaram um ponte criada por Lorde Asriel e foram para outro universo.

No segundo livro inicialmente não sabemos o que aconteceu com a Lyra no outro universo e sim conhecemos outro personagem, Will Parry, que também tem 12 anos como ela. Só que ele é muito maduro para sua idade, pois cuida desde pequeno de sua mãe com problemas psiquiátricos, sendo praticamente o homem da casa já que seu pai desapareceu em uma expedição para o norte.

A vida de Will que já não era fácil devido a doença de sua mãe piorou quando homens passaram a persegui-los e em um momento fatídico Will acabou matando um deles. Após isso ele se viu em fuga e obstinado a descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seu pai.

Mas algo incomum aconteceu em meio à isso tudo, ele sem querer encontrou uma janela que levava para outro universo e no momento atual devido as circunstancias, esse novo mundo se tornou o melhor esconderijo que poderia imaginar.

Ao atravessar, Will conheceu Lyra, que, como ele, também tinha uma missão a cumprir.  Além dessa diferença de postura de cada personagem, vemos que cada um deles veio de um universo diferente. Will veio de uma Londres mais atual, sua consciência não é externa como a da Lyra e fora que ela viveu sob outros costumes, uma sociedade mais coloquial.  O tempo-espaço dos universos são extremamente diferentes, o que é muito doido e eles ao atravessarem cada um em seu mundo chegaram ao mesmo local, o que seria quase um interseção entre todos os universos.

Em Cittàgazze, onde os dois se encontram, as ruas eram habitadas por espectros, devoradores de almas (só devoravam a alma adulta que já havia perdido a pureza) tornando esta cidade uma cidade de crianças.

Lyra e Will passaram a “trabalhar” juntos e a partir dai criou-se uma grande amizade entre eles, isso tudo em meio a muita confusão e aventura. Tomaram conhecimento sobre a disputada Faca Sutil, esta que é capaz de cortar e matar qualquer coisa, além de abrir passagens para outros universos e a partir dai seus destinos estavam traçados e ia mais além do que eles esperavam.

É uma aventura com feiticeiras, anjos, seres supremos, forças cósmicas, espectros, criaturas diferentes e a visão de bem e mal é um pouco conturbada. Pois o certo e o errado o tempo todo fica mascarado, visto que cada personagem agrega mais informações e em alguns pontos te deixa confuso criando muitos questionamentos. Além de ser uma história de cunho religioso, em alguns momentos até um pouco forte, algumas ideias meio bizarras e complexas, não sendo um livro que eu recomendaria para crianças. Mas de um modo geral sua narrativa é bem interessante e te deixa bastante curioso para saber o que vai acontecer no fim das contas.

E isso porque é só o segundo livro, imagino o que me espera no terceiro.

Coleção Fronteiras do Universo:

– Bussola de Ouro

 A Faca Sutil

A Luneta Âmbar

 

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3 pensamentos sobre “[Resenha] A Faca Sutil – Coleção Fronteiras do Universo

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