[Resenha] Refúgio – Harlan Coben

Apresentado ao público pela primeira vez no suspense Alta tensão, Mickey Bolitar se vê obrigado a ir morar com seu tio Myron, um ex-agente do FBI, após testemunhar a morte do pai e internar a própria mãe numa clínica de reabilitação. Agora o rapaz precisa se esforçar para conviver com o tio, de quem nunca gostou muito, e ainda se adaptar ao novo colégio.

Para sua sorte, ele logo arruma uma namorada, a doce Ashley, que também é nova na escola. Quando sua vida parece estar entrando nos eixos, o destino lhe reserva uma surpresa: Ashley desaparece misteriosamente.

Determinado a não perder mais uma pessoa importante em sua vida, Mickey contará com a ajuda de seus novos amigos, os excêntricos Ema e Colherada, para seguir o rastro da namorada.

Para piorar, uma idosa reclusa da vizinhança lhe conta que seu pai ainda está vivo, sem dar maiores explicações. Quando esses dois mistérios se cruzam, Mickey descobre que está envolvido numa rede de intrigas que o levará a questionar a vida que acreditava ter.

Perspicaz e esperto como o tio Myron, Mickey está disposto a fazer tudo o que for preciso para salvar as pessoas que ama.

Refúgio é o primeiro livro da nova série de Harlan Coben, protagonizada por Mickey Bolitar, sobrinho de seu famoso personagem, Myron Bolitar. Esse novo projeto de Coben  é uma tentativa do autor de criar algo voltando para o público infanto-juvenil e como já era de se esperar, ele se saiu muito bem em sua nova empreitada.

Embora eu tenha gostado dessa série com o Mickey, eu fiquei meio recalcada quando soube que ela existia, porque sempre achei que ele deveria criar uma série ou um livro para o todo “lindo, tesão, bonito e gostosão” Windsor Horner Lochwood III, meu querido e sociopata Win.

Mas tudo bem, eu ainda tenho esperanças.

Essa série com Mickey é uma espécie de spin-off dos livros com Myron Bolitar e começa aparentemente algumas semanas após o final do último livro publicado com ele, Alta Tensão, onde conhecemos um pouco de Mickey e todo drama em torno da morte de seu pai(irmão de Myron) e sua mãe viciada em heroína.

Dessa forma, Refúgio funciona como uma continuação de Alta Tensão, mas explorando o ponto de vista e o cotidiano de Mickey ao invés de Myron.

E como se trata de uma série para um público mais jovem, encontramos até aquele dilema de um adolescente com traumas no passado tendo que se adaptar a uma nova cidade, a uma nova escola, fazendo parte de um novo ciclo de social e morando com um tio (Myron) que ele não suporta.

Achei Refúgio de fácil leitura e sem muitos rodeios. A narração em primeira pessoa torna mais interessante entrar no universo de Mickey. E a junção com temas como Nazismos, Segunda Guerra Mundial, criança refugiada, só tornou o enredo desse livro algo ainda mais legal de se acompanhar.

O autor conseguiu incorporar bem esse universo juvenil e escolar com direito a garota mais gostosa da escola, o grupo dos excluídos, os patetas valentões e todo o drama escolar de Mickey, sem perde seus diálogos inteligentes e socialmente críticos – e sem perder também o seu tão animado senso de humor.

Embora esse campo juvenil com todos os seus “dramas” seja cansativo e clichê, pela enxurrada de livros que encontramos com esse esquema, Refúgio é um livro que vale a pena ser considerado. E quem já ler Coben, vai acabar surpreendido mesmo assim!

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