[Resenha] Meu Pé de Laranja Lima


É um livro extremamente marcante, comovente e triste. Marcante pela ironia da sua história, comovente pela simplicidade transmitida e com que é escrito e triste pela dor e pelas perdas retratadas. Um livro que eu gostei de ler e que pela sua simplicidade e frontalidade me transmitiu a sua mensagem e sentimentos de uma forma subtil e profunda. Com uma mescla de turbulentas emoções e pequenas conquistas e vitórias, vividas pelas personagens, que vêm ao rubro de forma simples e eloquente em cada palavra, eu senti-me como se também eu participasse na história. Neste livro o mais importante não é os grandes feitos ou qualquer outro aspecto considerado por nós, na nossa cegueira e egocentrismo, digno e merecedor de importância, mas sim, as pequenas coisas, que no fundo acabam por ser as mais bonitas e importantes; as pequenas vitórias; a dor e a conquista, do mundo real e da vida real, que acabam por ter uma fantasia mais doce e bonita e um misticismo mais profundo, do que as grandes lendas ou histórias, apenas pelo que são.

José Mauro de Vasconcelos conta-nos a história de um menino chamado Zézé, com seis anos, pobre, extremamente inteligente, sensível e carente. Não encontrando na família e nas pessoas a ternura e o afeto de que necessita, Zézé entrega o seu amor às pequenas coisas, mas em especial a Minguinho, o seu pé de Laranja Lima, que se torna o seu grande confessor, amigo e companheiro de brincadeiras. Com Minguinho, Zézé protege-se do mundo real com uma barreira feita de brincadeiras, canções e da doce ilusão da inocência.

Numa tentativa de despertar as pessoas que o rodeiam para a sua presença, ele sai para a rua fazendo asneiras e pregando partidas, o que tem como consequência as enormes e tradicionais “surras” de que infelizmente é alvo. Zézé vive uma vida triste e pobre, onde consegue encontra a sua luz e felicidade através do seu enorme coração e capacidade para amar e perdoar. Mas este Mundo está prestes a mudar. Zézé acaba por descobrir a ternura e carinho de que tanto necessita com o seu amigo “Portuga”, que torna a sua existência agradável e feliz. No entanto… a história de Zezé é recheada de ironia… Quando finalmente o seu pai volta a ter um emprego capaz de lhe proporcionar uma vida confortável e estável, perde também os seus dois grandes centros e geradores de ternura e felicidade. Zézé descobre o que é a dor da perda e da saudade, perdendo assim também a sua inocência e capacidade de se abstrair do Mundo através de brincadeiras, histórias e pequeninas crenças. “Por que contam coisas às criancinhas?”

Publicado em 1968, o livro “O Meu Pé de Laranja Lima” completa 45 anos no ano de 2013 e é até hoje um dos livros mais vendidos na história do Brasil. Foi traduzido para 12 línguas e publicado em 19 países. Do livro foram feitos um filme em 1970 que levou aos cinemas mais de 7 milhões de espectadores, além de 3 novelas de grande sucesso: TV Tupi   (1970); Rede Bandeirantes (1980 e 1998). Em abril desse ano estreou uma adaptação com Direção de Marcos Bernstei.



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4 pensamentos sobre “[Resenha] Meu Pé de Laranja Lima

  1. A Iris adroou adroou! E a sua mame3 tambe9m ! Aqui por casa a Mia je1 travou as primeiras impressf5es com o sebastie3o e acho que tambe9m gostou muito dele… sf3 espero que ne3o goste demasiado! :)Beijos grandes

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