[Resenha] O Calor do Súcubo

Depois de terminar seu namoro com o mortal Seth, Georgina tem se comportado tão mal que seu chefe Jerome, resolve “terceirizá-la” para um arquidemônio rival e aproveita para fazer dela uma espiã. Para cumprir esta tarefa ela é obrigada a viajar e deixar Seth nas garras da nova namorada. Para piorar tudo, Jerome é sequestrado, e todos os imortais sob seu controle perdem misteriosamente os poderes e tornando-se meros mortais. O lado bom de tudo isso é que Georgina pode, então, fazer tudo o que sempre quis com Seth. Em meio a toda essa confusão na comunidade sobrenatural, ela terá de administrar essa paixão, salvar seu chefe demônio e descobrir quem é que está aprontando com eles. Conexões é um livro repleto de intrigas, suspense e com um enredo que lida com uma das grandes indagações humanas: quanto poder tem a nossa mente e do que os cientistas são capazes para explorá-la?

“E se eu apenas pudesse,
Fazer um trato com Deus,
E fazer ele trocar os nossos lugares,
Correndo estrada a fora
Correndo colina acima
Correndo pelo prédio
Se eu pudesse…”
(Running Up That Hill – Kate Bush)

Pra começar a falar desse livro lindo, incrível e que cortou ainda mais o meu coração, recomendo que essa música seja escutada. Confesso que até o momento que li esse livro eu não tinha escutado Running Up that Hill na voz da Kate Bush,. Mas conhecia muito bem a versão do Placebo,  que por sinal é uma das minhas bandas favoritas, e essa música é uma das minhas músicas favoritas da banda – Já dá pra imaginar que eu quase infartei quando encontrei um trecho dessa música como uma dedicatória do Seth para Georgina, ou quando ele disse que ela precisava ouvir a versão do PLACEBO – surtei.

Meu pobre coração mal havia se recuperado do final aterrador que foi O Sonho do Súcubo e O Calor do Súcubo veio para destroçá-lo ainda mais.

No entanto, conforme o esperado, Richelle Mead escreveu mais um belo livro, envolvente do inicio ao fim, tornando a tarefa de largá-lo até mesmo para respirar algo totalmente impraticável.

Neste quarto livro dessa série que é a minha série de romances sobrenaturais favorita, Georgina  está tentando se recuperar do fim de seu relacionamento com Seth, depois que ele a “traiu” com sua melhor amiga. Mesmo se envolvendo com Dante, um humano paranormal charlatão, o relacionamento não parece o suficiente para sarar o buraco que Seth abriu  quando a deixou – tudo bem que Seth tinha argumentos concretos para terminar a relação e foi tão ruim para ele quanto para Georgina. Mas mesmo assim eu não gostei da forma como aconteceu. Achei sujeira. Principalmente porque no inicio a Georgina não queria, mas ele insistiu tanto na relação que ela acabou se apaixonando de verdade, se apegando a ele e a família dele também. O rompimento doeu nela e doeu em mim também. Achei sacanagem. Embora a renuncia seja uma das mais belas provas de amor 😥 

Mas depois de ouvir do próprio Seth que ele ficaria com Maddie porque ela era “mais humana”, após meses de dor e sofrimento vendo o homem de sua vida estabelecendo uma relação “feliz” com sua melhor amiga, Georgina acabou entrando no modo súcubo total, o que deveria deixar o seu chefe,  o demônio Jerome, muito feliz, embora não  tenha sido este o resultado final.

Cansado do mau humor e da insolência de Georgina, o demônio acaba terceirizando sua súcubo para um outro demônio, Cedric, o arquidemônio do Canadá, onde Georgina deverá agir como uma agente dupla e espioná-lo.

Após muitas trocas de  farpas com Seth, após vivenciarmos a profunda dor, raiva e frustração de Georgina com a vida, com tudo, em uma das viagens que ela faz para Vancouver, tentando parar um bando de satanista para Cedric e ficar de olho nele para Jerome, seu chefe é conjurado e todos os imortais inferiores sobre a jurisdição dele perdem suas habilidades especiais.

Dessa forma, sem a capacidade de Georgina de absorver a energia vital dos homens durante o sexo, ela está simplesmente livre para preencher a única lacuna que faltava em sua relação conturbada com Seth. Sexo. O que seria simples se  não fosse pela namorada dele, Maddie. 😥

Quando esse novo horizonte se abre para Georgina, você começa a se perguntar: Será que ela se tornará mortal novamente?Será  que o sonho de Nyx, no terceiro livro(O Sonho do Súcubo), de Georgina numa casa de subúrbio, acalentando uma filhinha e esperando por seu marido iria rolar?

Mas só  pra variar, Georgina  ver-se novamente obrigada a tomar decisões difíceis e a enfrentar problemas cada vez mais complicados. Ela se sente compelida a desvendar o mistério que cercam a conjuração de Jerome mesmo que isso signifique que ela volte a ter suas habilidades de súcubo novamente.

Não posso continuar sem contar toda a história, e acredite, eu estou me esforçando para não revelar tudo.
Só posso dizer que aquilo que você esta torcendo para acontecer, acontece. E aquilo que você nem sonha que aconteça, acontece também.

“Eu não sei. Nós tivemos que lidar com tantas complicações. Ainda estamos lidando com elas. E o que podemos fazer? Nada – bem, a menos que peguemos o seu ponto de vista e façamos um trato com o diabo. Mas por quê? Por que não podemos fazer um trato com Deus?”

Um personagem que eu gosto muito e que não aparecia desde o primeiro volume retornou, abalando ainda mais o meu coraçãozinho. Mas novos personagens são apresentados e e encontramos um pouquinho mais dos antigos como o Carter por exemplo.

O Calor do Súcubo é uma trama maravilhosa, bem estrutura, que te faz rir e chorar. Com um final surpreendente, de tirar o folego e de muitas lágrimas.  O final veio pra me descabelar e me deixar maluca para ler o restante da série de uma vez. Novamente a diva Richelle Mead acertou a mão na estória. Já perdi as contas de quantas vezes eu peguei esse livro para ler. Ele simplesmente me intoxicou até a médula e todas às vezes que eu escuto Running Up That Hill (algo que acontece com frequência) eu me lembro de Georgina e de Seth. Posso dizer que essa é o tipo de série e o tipo de casal que vou levar para túmulo – para sempre.

Mas no final de tudo, eu fiquei com pena do Dante. Ele é um personagem que eu sempre gostei bastante. As últimas páginas do livro são lindas, com o tipo de palavras reconfortantes que deixam um rastro verde de esperança para trás.

Sofri. Chorei. Vibrei. Senti raiva, muita raiva. Da situação, de tudo. Mas ao contrário do que aconteceu com o final devastador que teve O Sonho do Súcubo, acabei partindo para o quinto livro aliviada, como se eu estivesse estado no meio de uma terrível tempestade e agora conseguisse finalmente ver a cor azul do céu.

Seth tinha um modo de descrever os sentimentos e as reações deles com um estilo tão real que ecoava minha vida, e fiquei com dor no peito. Se era pela arte ou pelo autor, eu não saberia dizer.

Todos os seis volumes da série com Georgina Kincaid já foram lançados no Brasil:

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6 pensamentos sobre “[Resenha] O Calor do Súcubo

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  6. Big thank you to all the staff, coaches and other stdeunts who made Lauren’s time so much fun. In her words it was EPIC! The best school trip yet must have been good as she got home, changed into her onesie snuggled in front of the fire fell asleep and we haven’t heard a peep all day!

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