[Resenha] Lolita

Irreverente e refinado, este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. ‘Lolita’ é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário coletivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor.

Lolita é um livro polêmico e mesmo assim considerado um clássico da literatura moderna, justamente por ser o tipo de estória que faz com que as pessoas queiram saber e queiram falar sobre ela.

O livro foi escrito pelo russo Vladimir  Nabokov e narra, através de Humbert, personagem principal,  a paixão doentia que ele sentiu pela menina Lolita, filha de sua senhoria.

O grande negócio desse livro, é que Humbert é um homem altamente perturbado que se envolve com Lolita(Dolores) que tem apenas doze anos de idade. Por isso mesmo o livro foi trato por muitos como um livro de pedofila,  porque Humbert é de fato visto como um pedófilo. Ele sempre sentiu atração por garotas mais novas, que ele chamava de ninfetas. A atração dele é tão doentia que ele frequentemente ia visitar parques para ver as menininhas brincando com suas amiguinhas e ficava tendo pensamentos pecaminosos e perigosos sobre as pequenas. Com esse enredo complicado, o livro foi recusado por várias editoras em sua época  até ser finalmente publicado por uma editora parisiense em 1955.

Quando Humbert conhece Lolita, enquanto ela brincava distraidamente com suas pedrinhas, ele rapidamente sente uma forte atração sexual pela garota, passando a escrever assim tudo o que começa a sentir por ela em um diário.

Lolita no inicio, não percebe, mas depois, muito safadinha, ela começa a se insinuar para Humbert, achando muito legal se comportar como as adolescentes das revistas que lia. O que achei um ponto muito interessante do autor, por mostrar, mesmo no ano que ele criou o livro, o poder que os meios de comunicações exercessem sobre nós, em nossas personalidades.

Então, a mente de pedófilo de Humbert é tão sombria, que ele acaba se casando com a mãe de Lolita, Charlotte, apenas para ficar mais próximo da menina. Fiquei com muita raiva quando a mãe de Lolita descobre os sentimentos do marido pela filha e fica mais preocupada com seus próprios sentimentos ao invés de preocupar-se apenas com a segurança de Lolita. Ela acaba morrendo após ser atropelada acidentalmente por um vizinho, quando estava prestes a enviar uma carta para uma amiga pedindo que a menina fosse levada para um colégio interno.

Com a mãe de Lolita fora do caminho, Humbert passa a colocar seus planos sujos para seduzir/molestar Lolita, fazendo até usos de remédios para dopá-la e fazer com a menina o que bem entendesse.

Algumas pessoas até argumentam que Humbert nunca tentou molestar nenhuma garota antes, apesar do fetiche sujo,  e que mesmo dopada, Lolita não foi estrupada e sim conivente com o ato em si.

Bom, o autor usou e abusou de falas complicadas e metáforas para dar ao leitor o que pensar. Até mesmo por que, o livro é narrado pela perspectiva apenas de Humbert, é um diário pessoal,  e Nabokov foi muito corajoso em fazer críticas sociais, deixando o livro em aberto para que a nossa imaginação corresse frouxa.

Humbert muitas vezes se dizia  perseguido e que todo mundo via malícia em Lolita, entre outras coisas. Mas o que o enredo faz com que você se pergunte é se isso é  de fato uma verdade. Ele é um personagem  tão louco que isso poderia ser apenas um mega delírio de sua mente perturbada.

E Lolita?Será que ela é Lolita mesmo ou apenas a Lolita de Humbert?Não me surpreenderia nada se uma mente perturbada como a dele chegasse ao ponto de criar algo para amar. A realidade do que é certo para nós e do que é certo para Humbert,  é algo que não se pode ter certeza!

Lolita é um livro que trata de uma mente perturbada, é grotesco, sujo,  surreal, fora da lei, um romance condenável e mesmo assim apaixonante. Nabokov trata em seu livro um amor sem pré preconceitos de idade, mas que pisoteia e cospe na cara da sociedade e que prende o leitor apesar de sua leitura arrastada e com a quantidade enfadonha de discrições que poderiam facilmente serem descartadas.

O livro rendeu duas adaptações para o cinema, uma gravada em 1962 e outra em 1997.

A versão de 1962 foi dirigido por Sidney Kubrick com James Manson como Humbert , Shelley Winters como Charllote Haze e Sue Lyon como Dolores (Lolita).

Sinopse:

O filme começa de forma dramática, com o professor Humbert Humbert invadindo a mansão do famoso produtor de cinema Clare Quilty, disposto a matá-lo com um revólver. Logo a seguir, em flash back, é contada a história que leva a tal desfecho.

O professor possui uma personalidade obsessiva com tendências pedófilas. Recém-chegado da Europa ele se instala em um quarto numa casa em Ramesdale, em New Hampshire, onde pretende passar o verão até ir para a Faculdade Beardsley, Ohio, onde dará aulas de literatura francesa. A proprietária da casa é uma viúva que logo se interessa pelo pacato professor. Mas este é atraido de forma doentia pela filha da senhorita, Dolores (Lolita), uma garota de doze anos de idade. Enquanto a viúva se insinua cada vez mais, o professor escreve suas loucas obsessões pela menina em um diário, sem se dar conta do que se passa com a mulher.

Quando ela envia a filha para um acampamento e se declara, o professor aceita se casar com a viúva para continuar próximo da garota. Pensa em matar a esposa quando ela comunica a intenção de enviar Lolita para um colégio interno.

Mas o casamento atinge a maior crise quando a mulher descobre o diário e as perversões do marido. Logo a seguir a mulher, transtornada, é morta em um atropelamento. Sem demora o professor vai em busca da garota e inicia uma longa viagem de carro pelo interior do país. Durante uma das estadias eles se encontram com Clare Quilty, que reconhece Lolita pois já a havia visto em uma festa junto com a mãe. Quilty se mostra tão pervertido quanto o professor e acaba perseguindo o casal até que consegue fazer com que os dois se separem.

Sinopse do filme de 1997, dirigido por Adrian Lyne e que difere substancialmente da versão da adaptação feita em 1962:

Em 1947, um professor de meia-idade (Jeremy Irons) de origem inglesa vai lecionar literatura francesa em uma pequena cidade da Nova Inglaterra e aluga um quarto na casa de uma viúva (Melanie Griffith), mas só realmente decide ficar quando vê a filha (Dominique Swain) dela, uma adolescente de doze anos por quem fica totalmente atraído. Apesar de não suportar a mãe da jovem se casa com ela, apenas para ficar mais próximo do objeto de sua paixão, pois a atração que ele sente pela enteada é algo devastador. A jovem, por sua vez, mostra ser bastante madura para a sua idade. Enquanto ela está em um acampamento de férias, sua mãe morre atropelada. Sem empecilhos, seu padrasto viaja com sua enteada e diz a todos que é sua filha, mas na privacidade ela se comporta como amante. Porém, ela tem outros planos, que irão gerar trágicos fatos.


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7 pensamentos sobre “[Resenha] Lolita

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  2. Pingback: Lolita – Vladimir Nabokov [Resenha] | Senta pra Ler

  3. Nada a ver com pedofilia (atração primária por pré-púberes, menores de 9 anos).
    Garotas na faixa dos 9 aos 12 anos de idade são púberes. A puberdade feminina começa por volta dos 9 anos e termina aos 12.

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  4. Pingback: Páginas herdadas – Café com letra

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