[Resenha] P.S. Eu te Amo – Livro e Filme

Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.

Quando peguei o livro P.S. Eu te Amo para ler, da autora Irlandesa Cecelia Ahern, achei que ele seria mais um livro clichê sobre mortes como tantos outros que vemos por aí. No entanto, para a minha total felicidade, me surpreendi a cada página virada. É uma estória emocionante que fala sobre amor, saudades, perdas, família, amizade, vida. Tudo de uma forma tão magicamente simples que quase faz com que você acredite que o enredo e os personagens são de fato reais.

O livro começa falando sobre o doloroso luto de Holly e a forma com a qual ela se entregou a ele. Ficando dentro de casa sem se importar com sua aparência, com sua higiene com sua família e amigos.

Então as coisas dão uma mudada quando Holly recebe uma ligação de sua mãe, que liga para saber se ela estava bem e acaba falando a Holly a respeito de um misterioso envelope endereçado a ela, que se encontra em sua casa.

Ao chegar a casa da mãe e pegar o envelope, Holly encontra dentro deles cartas deixadas pelo marido falecido que ele chama de “A lista”, que ela deve seguir e que a ajudarão a encarar o luto durante os seus primeiros meses sem ele.

Holly acaba vendo nessas cartas uma chance de ter Gerry um pouco mais perto, ou mesmo sentir como ele não se foi. E são essas cartas que são o ponto de partida tanto para o livro, quanto para o filme inspirado no livro.

O livro é narrado na terceira pessoa, e mesmo a leitura sendo um tanto densa, ela flui bem, além de ser super tranquila e muito engraçada.

O foco da narrativa fica praticamente o tempo inteiro sobre Holly, o que não permite ao leitor ter uma visão maior de outros personagens e de suas estórias. Mas acho que é isso que torna essa leitura tão maravilhosa. Você acaba acompanhando o dia a dia de Holly, seus altos e baixos que são bem comuns dentro do livro.

Acompanhar o processo de aceitação e superação do luto de Holly com certeza é uma das coisas mais emocionantes de P.S. Eu te Amo. Por muitos momentos eu me sentia arrepiada e me via em lágrimas enquanto lia o bom trabalho que a autora fez em fornecer toda uma visão dramática e verdadeira do sofrimento da protagonista, de uma forma aflita que doeu de verdade dentro de mim.

P.S. Eu te Amo é um livro que fala muito mais do que morte e luto, ele é um livro que fala sobre vida. E como eu ri com os amigos e com a família de Holly. Eles são a parte cômica do livro e te fazem relaxar e gargalhar numa estória que primeiramente você pensa que é bem depressiva, mas que está bem longe de ser na verdade.

Amei as amigas de Holly, Denise e Sharon, embora o personagem que tenha me surpreendido de verdade foi o irmão mais velho de Holly, Richard.

O livro ganhou uma adaptação para o cinema em 2007, com Hilary Swank estrelando como Holly e Gerard Butler no papel de Gerry.

Gostei de Hilary Swark como a Holly, embora eu tenha imaginado a personagem um pouco mais bonita quando li o livro. Mas confesso que não imaginava o Gerry como o Gerard Butler, e nem com a personalidade com a qual eles criaram para o filme. Sempre imagine o Gerry um cara meigo, tanto no físico, quanto no jeito. Acho que por causa daquele modelo fofo e harmonioso que colocaram na capa linda do livro. O Gerry do filme é bem bonitão, extrovertido e engraçado. E embora não tenha sido o que eu tenha imaginado, eu gostei.

Denise (Lisa Kudrow), Sharon (Gina Gershow), achei perfeita a escolha e bem dentro do que eu imaginava mesmo, embora elas sejam muito mais hilariantes no livro. Fiquei meio assim com esse Daniel (Harry Connick Jr) que eles criaram, que é engraçado, mas que ao me ver, foi uma das coisas que mais fugiu do contexto geral da estória.

O fato de Ciara ser a única irmã de Holly e aquela estória sobre o pai dela também não desceu muito bem. Senti falta do Declan e das “Mulheres da Cidade”. Senti falta do Richard e de seu surpreendente crescimento, e do super pai desatento e maníaco por molho que na realidade Holly tem.

Também não entendi porque Rob teve que virar Will, ou o porquê da estória se passar nos EUA ao invés da Irlanda, apesar de algumas pontas feitas lá. Enfim… Coisas do cinema.

Acho que isso aconteceu porque o livro tem personagens demais e infelizmente, não daria mesmo como enfiar tudo isso em pouco mais de duas horas de filme.

Embora a ideia de família não tenha sido bem explorada pelo Richard LaGravenese (diretor), ela existe, e fiquei satisfeita que pelo menos a dor de Holly e sua luta para lhe dar com a perda foi bem tratada por hollywood.

O filme é muito bom, engraçado e triste, com uma trilha sonora muito boa. Mas como todo mundo já sabe, os livros sempre serão melhores do que seus filmes. E este livro em particular tem personagens marcantes e legais, além de alguns pontos da trama que ficaram totalmente diferente nas telonas.

Sinopse filme:

Holly Kennedy (Hilary Swank) é casada com Gerry (Gerard Butler), um irlandês engraçado por quem é completamente apaixonada. Porém quando Gerry morre devido a uma doença a vida de Holly também acaba, já que ela entra em profunda depressão. Mas o que ela não esperava era que, imaginando que isto poderia acontecer, Gerry deixou para ela diversas cartas antes de morrer. Cada uma delas busca guiar Holly no caminho de sua recuperação, não apenas da dor pela sua perda mas também de sua própria redescoberta.


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4 pensamentos sobre “[Resenha] P.S. Eu te Amo – Livro e Filme

  1. Pingback: [Livro] Depois de Você | No Meu Mundo

    • Ola querida!
      Então, já faz muito tempo que eu li esse livro e essa foi uma das primeiras resenhas que eu fiz para o blog, mas se não me falha a memória, ele vai deixando vários bilhetinhos pra ela, a medida que ela vai encontrando, vai se comportando de acordo com as instruções que ele deixa em cada um deles, ou pelo menos tentando. A última carta ou bilhete vem com essa observação no final: PS: eu te amo.
      Acho que é Isso!

      Gostar

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