[Resenha] Quando ela se foi

Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã.

Depois disso, eles se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho. E ela foi embora, sem deixar vestígios.Agora, no meio da madrugada, ela telefona: “Venha para Paris”.

Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse em Paris. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e que Terese é a principal suspeita do crime.

Mas algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes.

Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre.

Um dos autores mais premiados e lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com o carismático Myron Bolitar em uma busca frenética por três continentes.
Em uma busca desesperada, Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisas genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.

Pra começar a falar sobre este livro, é importante explicar que ele foi publicado aqui no Brasil antes do primeiro livro da série com Myron Bolitar, Quebra de Confiança.

Quando ela se foi é o penúltimo livro lançado por Harlan Coben para a série com Myron Bolitar e logo após o seu lançamento aqui no Brasil, a Editora Arqueiro lançou o Alta Tensão, que é o último livro da série (que ainda não teve um final) lançado pelo autor.

Apesar da confusão com os lançamentos aqui no Brasil, quem começou a ler a série com Quando ela se foi (como foi o meu caso), não fica a deriva porque os livros com Myron estão até ligados, mas ao mesmo tempo existe um individualismo entre eles, pois a cada livro se encontra uma nova história para o personagem investigar e desvendar. Outros detalhes como fato de Myron ser um ex jogador de basquete que se afastou porque se lesionou, ser um ex representante esportivo e hoje um representante de celebridades, entre outras coisas do passado, são bem explicadas pelo autor quando necessário.

Um ponto engraçado na linha cronológica desses livros em particular, é o notável avanço da tecnologia. Em Quebra de Confiança (livro 1) vemos Myron falando de vídeo cassete e em Quando ela se foi(livro 9) vemos ele falando sobre Blu Ray e bluetooth. Um mega salto não é?

E conforme já sugere a sinopse à cima e o próprio nome do autor, este é mais um livro com um enredo recheado com suspense e muito mistério. A diferença entre esse e os demais livros da série fica na articulação mega intensa da história e a forma como ela foi dividida em duas partes. A primeira é bem agitada, com muitos tiros, correria, pancadaria, comédia, viagem para a França, depois para a Inglaterra. Tudo isso com uma respeitável quantidade de ação e até mesmo terrorismo – um tema novo usado pelo autor e que ele soube explorar muito bem.

A segunda parte é mais analita para Myron, mais branda e onde as peças realmente começam a se encaixar.

Assim que Myron viaja para França para encontrar-se com Terese, um ex caso que pede sua ajuda para encontrar seu ex marido que desapareceu após telefonar para ela sob condições misteriosas, Myron conhece um policial francês chamado Berleand, que consegue ser tão sarcástico e cativante quanto ele e tem um papel muito importante para a história.

Win continua sendo irônico, mulherengo e perigoso como sempre. Ele e Myron formam uma dupla perfeita, com uma bela e imbatível amizade, por mais diferente que sejam suas personalidades. Sempre Mee divirto muito com esses dois e o Win – apesar de seu jeito sociopata – continua sendo o meu personagem favorito.

Terese com todo o seu drama com o marido e a filha morta(ou viva?), parece que voltou para o palco da série para ser a tampa da panela de Myron. Vejamos o que o destino nos reserva.

Ah, e o final?!Fiquei de queixo caído e por alguma razão estranha… cheia de medo também.

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