[Resenha] Cinquenta Tons de Cinza

Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja – mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso – os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos…

Vamos prender a respiração, contar até dez, abrir a mente e falar sobre Cinquenta Tons de Cinza.

Pra inicio de conversa, que atire a primeira pedra quem nunca sentiu um pingo de curiosidade de saber qual é o segredo escondido por detrás de todo o furor que esta trilogia vem causando no mundo literário.

Pornografia disfarçada através de romance para vender?Pedofilia justificada?Machismo e fetichismo?Degradação da imagem da mulher?Um engodo para alimentar o líbido feminino e fazer com que as meninas saem usando chicotes por aí?

As polêmicos em torno deste livro estão nos mais diversificados níveis de opiniões. Mas uma coisa que se pode dizer de Cinquenta Tons é que ele é um produto de um marketing monstruoso, que ficou durante semanas entre os livros mais vendidos em todo o mundo apesar de sua escrita amadora, confusa e mal construída. Mas isso pode ter uma justificativa já que a história surgiu de uma fan fiction que a autora L.J.James escrevia sobre Crepúsculo e devido ao sucesso, ela foi chamada para publicar o livro e claro, adaptar seus personagens.

Anastasia Steele é uma garota de 21 anos muito atrapalhada, insegura e descoordenada. Uma típica Bella Swan. Mr. Christian Grey, o Adônis rico e lindo de doer só poderia ser mais semelhante a Edward Cullen se não fosse pelo QUARTO VERMELHO DA DOR. Sério, isso é muito assustaDOR.

Então, todo enredo que se preze precisa de um tema, um desenvolvimento e uma conclusão. O tema aqui é o sadomasoquismo, o desenvolvimento é a forma com a qual a inocente e virgem Anastasia Steele encara o desafio, e por fim,e não menos importante, a conclusão da autora, de que o amor( e como tem que ter amor) supera todas os obstáculos.

Na literatura isso funciona até bem. É uma possibilidade porque afinal, existem casos e casos. Mas na realidade, a música toca de uma forma diferente. Nem sempre o amor é o suficiente, sabemos que ele não está na esquina esperando por nós através de um rostinho tipo Christian Grey. No mundo de hoje, onde o físico é tão mais importante do que o resto, uma garota sem graça e tímida jamais  vai descolar um cara como ele(mesmo com todas as zicas que ele tem). Realidade minha gente. Vamos acordar e falar sobre o Fifty Shades.

Anastasia está em seu ultimo ano da  faculdade, trabalha em uma loja de material de construção e muito preocupada com suas provas finais quando um belo dia sua amiga de AP, Kate, fica doente e pede a ela para ir entrevistar o famoso e misterioso Christian Grey em seu lugar.

Ana se mostra relutante mas por final, acaba indo e literalmente CAI na sala do Sr. Grey. Muito inocente e com praticamente neca de experiencia no assunto, Ana logo se sente atraída pelo moço bonito, e conforme eles vão se aproximando, Christian logo dispara que não é do tipo que envia flores e corações. Sr. Grey nunca era visto publicamente com mulheres, sua família nunca o viu com namoradas, correm boatos de que o Adônis é Gay. Mas Ana logo descobre que não. As relações de Christian são com submissas, onde ele é o dominador, o mestre e os tramites são feitos através de um contrato assinado e de uma lista de exigências que de verdade, faz com que você MULHER queira chutar o livro para o mais longe possível de você.
[respira]

Diante da situação inusitada, Ana se questiona se tem fibra o suficiente pra encarar algo do tipo. Ela quer ficar com Christian, mas não sabe se é capaz de mudar sua vida e seus hábitos pela vida e os hábitos de Christian Grey. Se você estiver respirando, contando até dez e conseguindo separar a ficção da realidade, você pode até vir a rir com algumas coisas vindas de Christian. Apesar de ser assustador, megalomaníaco, possessivo, controlador e impaciente , Christian é mesmo um personagem cativante porque você acaba querendo conhecer o mecanismo que o faz ser tão pancado assim. Ele é arrogante e muito direto, sempre constrange a inocente Anastasia com suas perguntas sórdidas e diretas.

O envolvimento de Ana com Christian além de extremamente carnal, também a afeta de forma psicológica e emocional, e em um dado momento da história, Ana começa a encará-lo, desafiando o Sr. Autoritário e até mesmo sendo irônica com ele. Mas as coisas mudam , quando ela percebe que Christian não está disposto a compartilhar dos mesmos sentimentos que ela.

Agora se você deixar de lado o preconceito e tentar enxergar o que a autora quis mostrar de verdade, apesar da forma estranha que escolheu para abordar o assunto você vai ver que Ana e Christian não passam de dois humanos falhos e com sentimentos e inseguranças novas sendo despertadas, testando seus… bem…limites. Buscando encontrar uma forma de conviverem juntos com suas diferenças. Não é apenas um livro erótico( ou uma pornografia disfarçada de romance), mas também um livro sobre relacionamentos, a forma com a qual eles nos afetam e até onde cada pessoa está disposta a ceder pela pessoa que ama. (Na ficção)

Tudo apenas acontece de um jeito rápido e fácil demais e  L.J.James poderia ter poupado folhas e salvado árvores.

Mas não acaba por aí, porque  como todo sucesso de marketing que se preze, a Universal Picture pretende fazer um filme sobre o assunto pra tentar, sabe, arrecadar mais dinheiro.

Declaração do presidente da Universal, Adam Fogelson:

“Eu não acredito que EL James tenha interesse em correr para estúdio para apressar a produção. E eu não acredito que o segundo ou terceiro filme seriam beneficiados de tal estratégia. Eu acho que há questões totalmente legítimas sobre fazer deste livro um filme. Vou lhe dizer que é uma prioridade absoluta para nós. É concebível que esteja pronto no próximo verão”.

Então tá.

Livros da trilogia Cinquenta Tons de Cinza:

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4 pensamentos sobre “[Resenha] Cinquenta Tons de Cinza

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