[Resenha] A Hospedeira

Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

A sinopse assusta né?

É aquele momento que você se ver dentro de uma livraria literalmente fazendo careta para o livro e pensando ” hummm, que viagem. Dessa vez Stephanie Meyer se superou na  maionese”.

Mas o blog No meu mundo alerta você:  Se você amou e surtou com as coisas crepusculescas que Stephenie Meyer criou na saga Twilight, não deixe de ler este livro porque o amadurecimento e crescimento de Stephenie é evidente. Se você odiou e surtou porque o Edward brilha no sol, não deixe de conferir também, este único livro é infinitamente melhor do que os quatros livros de Crepúsculo juntos.  Agora se você não foi atingido pelo tsunami que foi Twilight e ficou com medo de conferir essa história por ser STEPHENIE MEYER, não deixe de ler também. Você tem 70% de chances de simplesmente amar este livro.

A hospedeira aborda um tema cientifico em que todos nós seres humanos pelo menos uma vez nos questionamos sobre o assunto. Existe vida em outros planetas? Somos os únicos tipos de vida inteligente no universo? Em A Hospedeira logo descobrimos que NÃO. Nosso planeta sofreu um grande ataque e a humanidade foi quase que completamente dominada por alienígenas invasores denominados Almas, que usam os seres humanos como seus hospedeiros.

As “Almas” são seres incapazes de cometerem um ato de crueldade e violência, incapazes de mentir. Acreditam que fazem o que fazem por um bem maior, para salvar um planeta tão lindo como nosso de seres agressivos, insensíveis e irracionais como os seres humanos.  Encontrar um hospedeiro, roubar suas vidas e planetas para eles é uma forma de sobrevivência.  Eles não vêem isso como ato errado, ao contrário da humanidade que enxerga as Almas como parasitas hediondos. Divergências culturais.

Sentimentos de patriotismo são comuns para o leitor durante a leitura: A Terra é nossa. É nossa casa. Nos somos crias desse planeta. Quem ousa interferir na nossa vida? Malditos parasitas.

Alguns humanos logo percebem o que esta acontecendo e conseguem se esconder dos invasores, sobrevivendo de qualquer maneira em meio a um planeta quase completamente dominado por seres alienígenas. Melanie Stryder é um desses humanos fugitivos.

Mel tem um irmão mais novo, Jamie e as condições de vida em que eles sobrevivem melhoram consideravelmente  quando ela conhece Jared, por quem fica perdidamente apaixonada.

No entanto Mel acaba sendo capturada e a alma destinada a ela é Peregrina, uma alienígena com dezenas de anos nas antenas, que já viveu em muitos planetas, mas nenhum como a Terra e em nenhuma hospedeira como Mel.

Quando uma alma é colocada em um corpo humano, pode haver um momento de resistência da mente e do corpo do hospedeiro, coisa que não dura muito, pois na maioria dos casos a  Alma rapidamente suprime os sentimentos humanos criando assim uma nova personalidade para o corpo. É assim na maioria dos casos. Mas não no caso de Peregrina. Melanie resiste e se recusa a desaparecer e deixar a invasora controlar o seu corpo e mente.

Até aqui você ainda está lendo com o pé atrás e fazendo cara de nojo. Dá preguiça e você fica tentada a desistir porque Stephenie Meyer não poupou páginas e nem imaginação detalhada para explicar como tudo funciona. Peregrina vive um duelo intimo com Mel, querendo suprimi-la, sempre sem nenhum indicio de sucesso. Mel é tinhosa e se recusa a abandonar sua consciência.

Aprisionada em seu próprio corpo, Mel faz de tudo para mostrar a Peregrina como se sente. Sua raiva, sua frustração e seu nojo com toda aquela situação. Se esforça para proteger as pessoas que ama, criando uma parede entre eles e a mente invasora de Peregrina. Mas sua ligação com Jared e Jamie são tão fortes, tão potentes que acabam vazando para Peg, influenciando-a e tornando-a uma aliada improvável e até mesmo,uma amiga.

Daí em diante a autora consegue explorar tipos diversos de amor.  Logicamente que o livro é um romance, mas com Mel e Peregrina temos contato com o amor verdadeiro, muito mais do que aparências e superficialidade. Todas as nossas emoções humanas são posta em xeque e cuidadosamente analisada pela ótica de Meyer através de seus personagens. A forma como Mel se recusa a abandonar seus entes amados e Peregrina é bombardeada com seu sentimentos, assustando-se com tudo que recai sobre ela ao mesmo tempo. Repulsa, amor, paixão, ódio, desejo, medo, raiva ou inveja até mesmo quando ela sabe que não esta com a razão. É engraçado ver a Peg confusa, tentando analisar o comportamento humano e ter que conviver com ele. Os sentimentos intensos de Melanie se confundem com o de Peg de um jeito que você não consegue identificar mais quem foi a responsável por aquela emoção.
Até nós ficamos confusos. Nós amamos a Peg. Nós ficamos chateados com ela por ela não entender a nossa situação. E a perdoamos no segundo seguinte quando refletimos sobre sua natureza.
Os personagens criados por Meyers com certeza são o ponto alto do livro. São apaixonantes. A resistência humana é formado por tantos humanos incrivelmente diferentes , que se tornam especiais por motivos variados a cada página que você vai passando. Isso é o legal de ser humano, ninguém é igual a ninguém, se outros tendem a terem um comportamento mais desprezível, outros são exemplos de bom comportamento. Tio Jeb representa nossa curiosidade incurável,  Jamie nossa sinceridade infantil, Jared nossa incredulidade, Mel a nossa sina de nunca desistir(nossa teimosia) e a fofura de Ian nossa grande capacidade de amar.

Em A hospedeira você chora, ri, torce contra ou a favor, concorda, discorda, sofre e termina feliz.
Se você comprou A Hospedeira e está com ele parado aí, aproveite para lê-lo. Tirando os erros ortográficos e as páginas paradas do inicio, a história é simplesmente ma-ra-vi-lho-sa.

Dia 29 de março o livro ganhará uma merecida adaptação para o cinema com Saoirse Ronan no papel de Melanie/Peregrina, Max Irons como Jared Howe e Jake Abel no papel (do fofíssimo) Ian O’Shea. O que você está esperando?Ainda está em tempo de ler.

“Talvez não pudesse haver felicidade neste planeta sem um peso igual de dor que deixasse tudo equilibrado em alguma balança desconhecida”

“E eu compreendi, quando ele sorriu naquele momento, que queria que ele gostasse de mim”

“Não é o rosto, mas as expressões nele. Não é a voz, mas o que você diz. Não é a sua aparência neste corpo,mas coisas que faz dentro. Você é bonita”.

(A Hospedeira)

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3 pensamentos sobre “[Resenha] A Hospedeira

  1. Honestamente, li esse livro muito rápido, a história me cativou muito. Pontos que não gostei foi que na tradução colocaram o Jared com 36/38 anos (não me lembro bem) e na realidade ele tem 26… de fato no livro em si você vê alguns errinhos de digitação, + errar a idade do cara é brabo né? hehehehe… + em si, gostei muito da história. Achei apenas que o filme cortou muitas coisas que eu achei que seriam relevantes. Fora os mundos que a Peg viveu que no filme foram mencionados em 2 segundos e que na realidade parte desse vivencia fez toda a diferença no desfecho do livro. Ah! E a namorada do kyle? ok ok… o filme já teve 2hs… foi um bom filme, mas eu esperava mais.

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  2. Pingback: [Resenha]A Hospedeira – Filme | No Meu Mundo

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