[Resenha] A Bússola de Ouro – Trilogia Fronteiras do Universo de Philip Pullman

Tenho que dizer que os 3 livros dessa trilogia fazem parte do meu top 10 de livros. Porém vale avisar que você tem que ir com uma mente muito aberta, pois tratam de inúmeros assuntos bastante polêmicos, como religião, viagem no tempo e teorias da criação do universo, mesmo em forma de fantasia. Primeiro vou falar da Bússola de Ouro, o primeiro livro da trilogia, que também foi lançado como filme. Segue a sinopse:

 Lyra Belacqua é uma menina de 12 anos que vive na cidade universitária Oxford, Inglaterra, na Universidade de Jordan, mas não exatamente como Oxford em nosso mundo, e sim traçada aparentemente em um dos milhões de universos que existem. Nesse universo, as pessoas têm dæmons, uma parte do ser manifestada fora da pessoa.

 De repente, crianças começam a desaparecer misteriosamente, sequestradas por um grupo apenas conhecido como Gobblers e, quando seu melhor amigo Roger Parslow é sequestrado e seu tio Lorde Asriel é preso por panserbjørns, ursos de armadura, Lyra e seu dæmon, Pantalaimon, vão até o extremo norte do mundo para resgatá-los, com a ajuda de uma relíquia chamada aletiômetro, um leitor da verdade, que lhe foi dado pelo reitor da Universidade, e de inúmeros aliados que fazem ao longo do caminho, como os Gípsios, a bruxa Serafina Pekkala, o velho aeróstata Lee Scoresby e Iorek Byrnison, um panserbjørn exilado.

 Enquanto isso, o mundo científico e o teológico daquele universo estão em alvoroço devido a recentes descobertas sobre uma partícula elementar chamada “Pó”. E Lyra se vê obrigada a aprender cada vez mais sobre essa partícula para desvendar tudo que está acontecendo.

Primeiro vi o filme e, na realidade, não gostei muito, não sei por que. E tudo indicava que teria um segundo filme, mas nunca foi anunciado, creio que o primeiro não tenha dado a bilheteria esperada. Além da polêmica toda frente à Igreja Católica. Mas só fui saber sobre esta última informação muito tempo depois.

Fiquei resistente para ler, mas um dia me deparei com o pocket book numa livraria e me apaixonei pela capa. Naquele momento resolvi lê-lo, pois minha experiência com Harry Potter me dizia que filmes baseados em livros não contavam a história como está escrita. E como uma compradora nata de livros, tinha o segundo volume e a capa era mais bonita ainda, então também comprei. Até porque odeio deixar uma história pela metade e eu não sabia da existência do terceiro livro.

Sem dúvida nenhuma o livro é bem melhor do que o filme, e a história é quase toda contada, mas com acontecimentos fora de ordem e realizados por vezes por pessoas diferentes e de outras maneiras e alguns personagens e informações que só aparecem no segundo livro aparecem nesse filme. Apesar de muito bom, este é o que menos gosto da coleção, mas para ler os outros 2, que estão no meu top 3 de livros, é necessário lê-lo.

Preciso também comentar sobre a polêmica gerada entre o autor e a Igreja Cristã. Depois de muito tempo que li o livro, descobri que o autor é ateu, então entendi o porquê de todo o alvoroço, mas na boa, eu não me tornei ateísta porque li o livro, apenas me abriu mais ainda os olhos para minha ignorância de como o universo foi realmente criado e as inúmeras possibilidades que existem e não posso ser arrogante demais a ponto de dizer que só existe uma resposta, pois todos os fatos ainda não foram desvendados, e acredito que nunca serão. E eu nunca deixei de acreditar em Deus, mesmo que essa seja só a minha visão das coisas.

O que aconteceu também é que a imagem da Igreja no filme ficou muito mais expressiva do que realmente é mostrada no primeiro livro. Apenas gostaria de ressaltar que, em minha opinião, a luta traçada pelo autor é do livre arbítrio contra o autoritarismo e contra a alienação imposta pelas autoridades, sejam elas políticas ou religiosas.

Os outros 2 livros são mais explícitos, mas minha visão não muda, pois o autor mostra várias facetas da moeda do “bem” e do “mal” e nada é totalmente preto e branco como certas pessoas enxergam. Quando falar sobre “A Faca Sutil” e “A Luneta Âmbar”, entrarei mais especificamente nos assuntos polêmicos levantados pelo autor.

Mesmo assim, só decidi ler o segundo livro pelo que acontece no final e o desfecho da verdade sobre a prisão de Lorde Asriel. Não vou contar agora nesse instante para não estragar o livro para ninguém que se interessar em ler, já que o filme não conta essa parte, mas com esse final, não tinha como não ler o segundo livro. Fiquem de olho nos próximos artigos sobre a trilogia se você quiser saber mais.

Coleção Fronteiras do Universo:

– Bussola de Ouro

 A Faca Sutil

A Luneta Âmbar

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4 pensamentos sobre “[Resenha] A Bússola de Ouro – Trilogia Fronteiras do Universo de Philip Pullman

  1. Pingback: [Resenha] A Luneta Âmbar – Coleção Fronteiras do Universo | No Meu Mundo

  2. Pingback: [Resenha] A Faca Sutil – Coleção Fronteiras do Universo | No Meu Mundo

  3. Eu so não gostei do 5 parágrafo,o filme foi melhor ,mas o livro tbm e muito bom. Eu amooo esse filme amo o Iorek Byrnison e os outros. Menos a Sra. Couter e o urso Iofur Raknison o livro ai eu amo não tenho nada a reclamar.💓 I LOVE YOU AO FILME :A BÚSSOLA DE OURO ♦💕 🐻 🐻 🐻 🐻 Foi o melhor filme e livro que eu já li.

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