Vórtex Negro [Trilogia Insígnia]

O treinamento continua. A cada dia você está mais próximo de lutar no espaço, mas quando o verdadeiro inimigo se mostrar mais perto do que você pensa; o que você faria.

É bem difícil encontrar livros que consigam superar o primeiro de uma serie, ou trilogia, mas Vórtex Negro se mostrou o melhor da Trilogia Insígnia. Nós trazendo umas das distopias mais inteligentes que já tive o prazer de ler.

Nesse segundo volume Tom Raines está mais ciente de suas habilidades, além de qualquer outro aluno, agora ele terá que conquistar as pessoas certas e provar que merece ser patrocinado (Eu sei que patrocínio lembra jogos vorazes, mas nessa guerra, são as companhias que verdadeiramente mandão e procuram seus campeões). O problema é que Tom não consegue mostrar respeitos por essas pessoas, todos esses executivos e donos de empresas, foram os responsáveis por destruir o mundo, roubando e extraindo recursos naturais como se fossem apenas deles. Tom começa a entender injustiça do sistema, os oportunistas estão no topo enquanto os honestos permanecem no chão imundo. Infelizmente sua rebeldia poderá custar muito.

Vórtex Negro tirou meu folego, como o antecessor, ele é uma montanha russa com vários dilemas e diferentes desafios, mas as consequências nunca soaram tão reais. Não recuo quando digo que esse livro é uma das distopias inteligentes que lá li, por que ele reflete em muito o mundo que vivemos. Quando ler a trilogia verá que ela mostra um mundo controlado por dinheiro, a tirania perfeita vem mesmo numa prisão onde ninguém tenha noção que esta vivendo no meio de paredes de concreto. Isso não parece familiar? Digam-me, quantas vezes não vemos noticias manipuladas, corrupção por toda a parte, não é por isso eu no mundo todo está tendo protestos?

Tom Raines é meio que uma Katniss do livro só que muito mais temperamental e barraqueira, ele não se controla, mesmo se estando de frente com alguém que está no topo do mundo, isso trouxe vários momentos hilários e apreensivos.

S.J Kincad trouxe elementos de distopias clássicas e problemas atuais num olhar juvenil, os adolescentes vão conseguir se identificar facilmente e quem sabe refletir um pouco sobre o mundo.

Esse é o tipo de trilogia que tem que ser lida por todos.

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