[Resenha Livro] Psicose

O livro que inspirou um dos maiores clássicos de suspense de todos os tempos, mostrando como somos um pouco loucos por dentro.

Não são muitos que sabem que o grande clássico de Alfred Hitchcock foi inspirado no livro homônimo de Robert Bloch, ou mesmo o quão difícil foi convencer os estúdios em trazer essa perturbadora relação entre mãe e filho as telonas, mas Robert foi à mente por trás desse mundo.  Como o próprio Hitchcock disse: “Meu filme Psicose veio todo do livro de Robert Bloch”.

Na historia Norman Bates é homem de meia idade, dominado por uma mãe controladora, que o trata como um garotinho. Ele não se socializa muito com as pessoas, já que a nova autoestrada afastou a maioria dos visitantes do caminho que levaria ao seu motel. Norman é praticamente um ermitão que tem uma relação dura com a mãe, mas ele não poderia esperar os novos visitantes que despertariam um lado assassino em sua mãe e, mais importante, traria a tona uma parte sombria dele.

Lendo o livro, percebi como Alfred o adaptou perfeitamente; algumas partes foram mudadas, isso é obvio, mas a essência do enredo e a historia está toda no filme – até algumas falas de arrepiar estavam na obra de Hitchcock.

A historia entra em vários pontos de vistas diferentes, vemos o que Sam, Lila e Mary pensam, embora nada supere o ponto de vista de Norman – podemos ver o quão perturbado e destruído o garoto é, seu conhecimento de psicologia e filosofia deixa o modo que ele vê o mundo mais vivo e sombrio.

Esse com certeza é um dos melhores livros de suspense que já li. Alguns podem dizer que uma historia em que um rosto frágil esconde pura maldade pode ser “um tanto” clichê. Vocês precisam se lembrar que o livro foi escrito em 1959. Ele é o pai de muitos clichês que surgiram. Ele é o primeiro de grandes inspirações. Uma lenda viva para os amantes de suspense, Serial Killers e personagens perturbados.

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