[Resenha] Guerra Mundial Z

Pode não ser o melhor filme de zumbis dos últimos tempos, mas com certeza Guerra Mundial Z trouxe algo de novo para o desgastado gênero.

Inspirado na obra de Max Brooks, também autor de Guia de Sobrevivência a Zumbis, o filme evita o formato original da estória – no livro, um jornalista refaz a trajetória da guerra travada contra os zumbis, à partir do depoimentos de pessoas que participaram do conflito.

No entanto o filme acabou herdando do livro apenas a premissa e algumas ideias aqui e ali, como a parte do muro de Israel por exemplo. Uma subtrama foi criada para o filme, visando a sustentabilidade da trama e uma empatia entre o espectador e o personagem de Brad Pitt, Gerry Lane, um ex investigador da ONU, habituado há conflitos ao redor do mundo, que acaba sendo formalmente ameaçado para descobrir uma cura para conter a infestação. Uma vez que ele estivesse investigando e contribuindo com o que restou do comando americano, sua família não estaria exposta a infestação, tendo um lugar confiável e seguro para aguardá-lo. Com uma motivação como essa, Gerry acaba aceitando a missão e embarca numa viagem para a Coréia do Sul para descobrir migalhas deixada pela infestação.

Os meses de incerteza na produção – e o prazo de entrega automaticamente estendido – podem ter favorecido a equipe de efeitos visuais. Nos primeiros trailers, as multidões de zumbis criadas em computação gráfica pareciam borrachentas e irreais; já no filme finalizado, os efeitos são mais convincentes, embora muita gente ainda estranhe o vigor dos zumbis corredores de Guerra Mundial Z, muito mais próximos dos contaminados com raiva de Extermínio do que dos decrépitos mortos-vivos que a cultura pop consagrou ao longo do século 20.

Ambientes escuros e luzes vermelhas dão o tom de horror ao filme, proporcionando até mesmo alguns sustos. A onda insana de zumbis, bancam o senso de ameaça e angustia que acompanha o filme até o final.

Quem vai para o cinema esperando aquela coisa sanguinolenta e asquerosa que a gente ver em The Walking Dead por exemplo, pode tirando o cavalinho da chuva porque você não vai encontrar nada disso. Guerra Mundial Z é até higienizado demais. A câmera sempre evita mostrar uma mão decepada, um pé de cabra enfiado na cabeça de um zumbi, uma mordida de verdade, entre outras coisas, tudo isso por conta da exigência de uma classificação etária mais abrangente.

Na falta de mais sangue na ação corpo-a-corpo, o diretor Marc Forster tenta compensar com a correria. Ele traz ao horror de zumbis a dinâmica e a estética de jogos de tiro e dos filmes de guerra atuais, como se Guerra Mundial Z fosse uma mistura apocalíptica de Call of Duty e Zona Verde, com muita câmera na mão, ação com táticas militares e flerte com o famigerado realismo (ninguém no filme vira atirador de elite da noite para o dia, por exemplo).

Para um filme com bastidores conturbados, que teve de ser reescrito depois das filmagens em 2011, que teve todo seu terceiro ato refilmado em 2012, e ao custo de estimados US$ 200 milhões acabou virando o mais caro filme de horror de todos os tempos, até que Guerra Mundial Z não decepcionou.

Além da preocupação quanto ao que fazer diante de um surto de doença global, que poderia destruir a humanidade como a Peste Nega chegou bem perto um dia por exemplo, o filme mostra  de certa forma uma preocupação com aquecimento global,  com a  poluição que nos sufoca e nos trás doença, além  de uma Terra com recursos naturais escassos e  super povoada.

O formigueiro de zumbis que investe insanamente contra a grande muralha de Jerusalém, com certeza é uma das cenas mais incrível, impactante e angustiante desse filme. Ela resume todo o frenesi que são os zumbis de Guerra Mundial Z.

Fonte: Omelete.

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