[Resenha] Círculo Secreto – A Iniciação

A história começa quando Cassie se muda da Califórnia para New Salem, depois de passar as férias em Cape Cod, e começa a se sentir estranhamente atraída pelo grupo de jovens que domina sua nova escola. Cassie logo é iniciada no Círculo Secreto, uma irmandade de bruxas que controla a cidade há séculos, numa aventura ao mesmo tempo fascinante e mortal. Ao se apaixonar pelo sombrio Adam, será preciso escolher entre resistir à tentação ou lutar contra forças obscuras para conseguir o que deseja – mesmo que um simples passo em falso possa significar a sua destruição. *Primeiro volume da trilogia Círculo Secreto, de L.J. Smith, a criadora do fenômeno mundial e best seller do New York Times, Diários do vampiro que deu origem à série de TV da Warner Vampire Diaries. Livro que deu origem à série de TV Secret Circle!

Taí um tema que eu sempre torço para dar certo, mas que há muito tempo não emplaca. Confesso que desde “Jovens Bruxas”, que eu não vejo nada parecido e fiel ao tópico “bruxaria”. Eu simplesmente amo estória com bruxos, mas não bruxos do tipo Harry Potter, mas sim bruxos do tipo a “Mãe Malkin” das “Aventuras do Caça feitiço”. Bruxos naturais, que fizeram pactos, que são ligados aos elementos, que fazem magia de ossos, sangue, que são donos de grimórios poderosos, essas coisas que ultimamente vem fazendo muita falta por aí.

Por isso, quando vi “Círculo Secreto” da L. J. Simith, eu logo me interessei, embora soubesse que se tratava sim de uma estória adolescente(mais uma) onde de fato eu não deveria esperar nada do que eu realmente gosto se tratando de feitiçaria.

Pois bem, muito teimosa, eu peguei o danado do livro pra ler. Claro que me decepcionei. Não pelo livro ser chato , mas sim porque conforme o esperado, ele não atendeu mesmo as minhas necessidades.

Mas assim, acabei descobrindo que eu não curto mesmo a escrita da L. J. Smith e e eu acho que a narração de um autor é 50% do que te faz se ligar ao que ele está tentando te dizer. Eu e a L. J. Smith infelizmente não tivemos essa ligação, essa sintonia.

Mas honestamente, acho que a culpa não foi única e exclusivamente minha.  A estória varia bastante ao longo das páginas, achei a protagonista, Cassie Blake, uma idiotinha lesada a grande maioria do tempo.

Fora que não aguento mais, sério, NÃO AGUENTO MAIS essa velha estória de que a mocinha tem que ter sempre um trauma num passado recente, sendo arrastada pelas asas do destino para uma nova cidade, uma nova escola, para um novo e estranho ciclo de amizade. Por favor né gente!Eu quero sangue novo!

Nessa primeira parte, A Iniciação, Cassie é arrastada para a cidadezinha de New Salem, que sequer existe no mapa, para morar com sua avó. Tudo muito lindo, se já não tivesse tão desgastado. Embora, tenho que admitir que esse livro veio primeiro do que muitos outros que surgiram por aí e adotaram o esquema como se fosse uma religião. Argh!

Mas voltando para Cassie, depois de salvar um garoto em apuros, numa demonstração puramente corajosa, que contrasta acintosamente com todas as outras atitudes dela no livro, ela recebe um cristal do misterioso garoto. Logo depois, digo depois de todo aquele dilema de adaptação na cidadezinha sem graça, nos desafios agudos da escola e blá blá blá… Cassie descobre finalmente sobre o círculo secreto de bruxos e bruxas da cidade, sobre sua família, suas origens e sobre o misterioso garoto do cristal.

O círculo envolve 12 pessoas, todos adolescentes querendo quebrar as tradições das famílias antigas, juntando o círculo de novo e fazendo magia. E pra variar, só pra variar, ela se apaixona pelo Adam (garoto do cristal), mas ele já tem namorado, a Diana, porque quem Cassie passa a ter uma incrível devoção. Fora que conhecemos a Faye, que como toda antagonista da vida – dá o que falar!

Como o livro não é muito grande, não dá pra falar muita coisa a respeito. Mas a narrativa, embora não me agrade, não chega a ser cansativa. O romance proibido que nasce entre Cassie e Adam, apesar de meloso, dá pra encarar. Você ainda encontra nas páginas todo o perigo que Faye proporciona e os mistérios que ainda precisam ser desvendados sobre as estórias e personalidades de cada participante do círculo. Smith sabe como escrever um romance sem deixar de lado a fidelidade em escrever sobre o sobrenatural, você não vai ver deslizes quanto á isso nas obras dela, parece que ela faz uma pesquisa detalhada sobre o que vai escrever. Ponto pra ela!

E como acontece com The Vampire Diares (porque amor se escreve com sangue hahahaha), The Secret Circle também foi apenas baseada nos livros. Muitas coisas, praticamente tudo, é diferente na série. O que acabou  tornando o livro apenas mais um livro  de referência para o que não é esmiuçado na série como a estória dos moradores de Crown Heaven, e o ritual de iniciação

Confesso que assim gente, eu precisei lutar muito pra assistir a série, embora eu tenha amado a fotografia e tudo mais. No entanto, toda vez que eu olhava para o Adam e escutava a voz tipo Batman do Nolan que o ator que o interpretou – Thomas Dekker –  tentava fazer, eu sentia uma vontade louca de trocar de canal. Fora aquele cabelo (me refiro ao topete) e o jeito a lá Edward Cullen – nãoooooooooooooooooooo!!!!!!!!Era tudo demais para mim!Hahahaha. Mas consegui ver todos vinte e dois episódios. A muito custo, mas consegui!

Mas em maio do ano passado, a CW anunciou que a série estava cancelada, por causa da baixa audiência (pois é). Mas os fãs, se lançaram numa luta desde então para que eles voltassem a gravá-la. Vamos ver!

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1 comentário Adicione o seu

  1. mclaraalmeida disse:

    Pena que a serie não vingou né?
    Era tão boa.

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