[Resenha] 47 Ronins

47 Ronin é baseado em uma tradicional lenda japonesa sobre um evento ocorrido no século 18, contado por 47 ronins, cujo significado é samurais autônomos, pois não possuem um mestre.

Todavia, o mote do filme é a vingança dos ronins uma vez que o seu líder é assassinado. Não obstante, os samurais que vão a desforra são em sua metade por mestiços, entre eles o personagem principal Kai, interpretado por Keanu Reeves da trilogia Matrix, marcando o seu retorno ao gênero blockbuster.

Em seu debute atrás das câmeras – ao menos em um longa-metragem -, Carl Rinsch aposta as suas fichas em efeitos visuais, que são realmente de primeira linha, não devendo em nada aos filmes épicos do diretor Ridley Scott. E a dinâmica do roteiro escrito pelo responsável por cinco dos sete filmes da franquia Velozes e Furiosos, Chris Morgan, vem somar ao ritmo das cenas de ação.

Com um custo de 175 milhões de dólares, este épico fantasioso, com direito a bruxas e monstros, não poupa cenas que realçam o aspecto visual. Há espaço para um triângulo amoroso também, que acirra o duelo entre Kai e Kira (Tadanobu Asano) – ambos desejam a filha do líder assassinado, Mika (Ko Shibasaki). Um romance que não é em vão. Se os motivos de ir ao cinema forem esses, ou rever Keanu Reeves, de volta às telas depois de seis anos, o filme não irá desapontar.

No clássico Os Sete Samurais (1954), o cineasta Akira Kurosawa narrou uma história de vingança contextualizada sobre a condição social do Japão, com bem menos guerreiros e muito menos recursos tecnológicos, porém com mais elegância e honra. Ronin ou não.

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