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Resultado de imagem para goku a força do querer

A novela A Força do Querer tem sido bem recebida pelo público e trazendo abordagens interessantes, como Jeiza (Paola Oliveira), uma policial que tem o sonho de se tornar lutadora de MMA, de Bibi (Juliana Paes), que acaba se envolvendo com a questão do tráfico de drogas para proteger a alguém que tanto ama, e de Ivana (Carol Duarte), uma pessoa que nasceu em um corpo feminino, mas que se descobre um homem trans no decorrer da trama.

Esses três tópicos têm sido abordados de maneiras consideradas agradáveis pelo público, de modo que as três personagens tenham sido consideradas cativantes e interessantes. No entanto, a novela peca em uma questão: a maneira como trata a cultura dos cosplays.

O personagem Yuri anda constantemente com as roupas de Goku, o protagonista das sagas de anime/mangá Dragon Ball, Dragon Ball Z e Dragon Ball GT, reproduzindo frases em japonês e se comportamento de uma maneira estereotipada e desigual, de modo que os grupos de cosplay não se sintam representados pelo modo como a trama está falando do assunto, tratando-os como viciados em tecnologias e antissociais, não pessoas que veem na incorporação de personagens uma arte, um refúgio e, até mesmo, uma forma de trabalhar e obter sustento.

Houve um relato de uma menina que sofreu preconceito ao caminhar num shopping por causa da repercussão negativa que os fãs já recebem por estarem com uma vestimenta diferenciada, acrescentada do que a visão gerada pela novela em relação a essa cultura tem provocado na mente de um público que não convive com essa realidade no dia a dia. Inclusive, aconteceu um engajamento na internet de pessoas que utilizaram a hashtag #yurinaomerepresenta para mostrar o erro que a história tem cometido, pedindo para que os personagens não sejam tomados como uma verdade única e concreta de algo que não está sendo explicado direito.

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  1. Eu não consigo acompanhar novelas por passar pouco tempo em casa, mas vi alguns vídeos e apesar de ter aprovado a ideia de falar sobre cosplay eu achei meio forçado o roteiro e a caracterização.

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